Abertura do setor bancário ao capital estrangeiro nos anos 1990: os objetivos e o discurso do governo e dos banqueiros

Autores

  • Carlos Eduardo Carvalho
  • Carlos Augusto Vidotto

Palavras-chave:

abertura bancária, Brasil,

Resumo

A abertura do setor bancário ao capital estrangeiro, em meados dos anos 1990, foi justificada pelo governo como uma iniciativa indispensável para aumentar a concorrência e induzir os bancos brasileiros a baratear e ampliar a oferta de crédito, o que não ocorreu,  pelo menos nos anos seguintes. As justificativas do governo, apresentadas de forma lacônica na Exposição de Motivos 311, podem ser tidas como uma cortina de fumaça ou como uma concessão ao discurso liberalizante da época. O objetivo central do governo era outro: estimular o ingresso de capitais externos para o equacionamento das dificuldades do setor bancário com a queda abrupta da inflação e a crise de 1995. O discurso adotado pelos bancos estrangeiros, por seu lado, prometeumudanças e inovações, “qualidade e preço justo”, mas evitou compromissos com estratégias de atuação diferentes daquelas adotadas pelos grandes bancos brasileiros, que o governo dizia querer reverter com a abertura.Otrabalho analisa o discurso público de ambos e suas contradições com as estratégias de fato seguidas.

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Publicado

2009-06-05

Como Citar

CARVALHO, C. E.; VIDOTTO, C. A. Abertura do setor bancário ao capital estrangeiro nos anos 1990: os objetivos e o discurso do governo e dos banqueiros. Nova Economia, [S. l.], v. 17, n. 3, 2009. Disponível em: https://revistas.face.ufmg.br/index.php/novaeconomia/article/view/492. Acesso em: 16 set. 2021.

Edição

Seção

Números Regulares