Progresso estagnado? Evidências sobre o desemprego no Brasil, 2012–2021

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Resumo

O objetivo principal deste artigo é analisar o desemprego e a dinâmica do mercado de trabalho considerando a classificação socioeconômica das ocupações entre 2012 e 2021 no Brasil. A partir das entrevistas da PNAD Contínua, realizadas pelo IBGE, foi possível criar um painel acompanhando os indivíduos e sua dinâmica no mercado de trabalho em um trimestre. No geral, o tempo médio de desemprego no Brasil aumentou durante o período analisado. Além disso, os trabalhadores estão entrando no desemprego e permanecendo nessa posição. A análise de duração indicou que níveis educacionais mais baixos (mais altos) resultam em maiores chances de sair do desemprego e encontrar uma ocupação socioeconômica mais baixa (mais alta). Os resultados obtidos no modelo paramétrico indicam que ser mulher, ter menor escolaridade, não ser a pessoa de referência do domicílio e residir nas regiões Norte e Nordeste do Brasil resultam em menores chances de encontrar emprego.

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Publicado

2026-04-10

Como Citar

GUINESI, C. G. M.; ANTIGO, M. F.; TORRES, J. P. G. Progresso estagnado? Evidências sobre o desemprego no Brasil, 2012–2021. Nova Economia, [S. l.], v. 36, n. 1, p. 1–38, 2026. Disponível em: https://revistas.face.ufmg.br/index.php/novaeconomia/article/view/8070. Acesso em: 14 abr. 2026.

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