Distribuição de renda, consumo e estrutura produtiva: uma análise a partir das matrizes de contabilidade social e financeira para a economia brasileira

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Resumo

Este estudo objetiva analisar o impacto da melhora nos indicadores distributivos, verificada nos anos 2000, sobre a estrutura produtiva, como essa dinâmica afetou a trajetória de crescimento econômico da economia brasileira e sua repercussão sobre a distribuição de renda. O estudo baseia-se nos multiplicadores de contabilidade social, obtidos a partir das Matrizes de Contabilidade Social e Financeira (MCSFs) para os anos de 2005, 2008 e 2017. Os principais resultados sugerem limitação da capacidade de crescimento da economia, a despeito da melhora nos indicadores distributivos, cujos estímulos foram rapidamente absorvidos por uma dinâmica concentradora presente na estrutura produtiva. Esse resultado sugere endogeneidade entre distribuição de renda e estrutura produtiva, e remete à necessidade de serem adotadas políticas que compreendam essa dinâmica, de modo a adotar medidas mais efetivas e inovadoras no combate ao problema distributivo, visando obter um crescimento econômico que seja não apenas sustentável, mas também inclusivo.

Biografia do Autor

Juliana Rodrigues Vieira, Banco de Desenvolvimento de Minas Gerais (BDMG)

Economista do BDMG.

Gilberto Libânio, Universidade Federal de Minas Gerais

Professor titular do Departamento de Ciências Econômicas e do Programa de Pós-Graduação em Economia do CEDEPLAR / UFMG.

Débora Freire Cardoso, Universidade Federal de Minas Gerais

Professora do Departamento de Ciências Econômicas e do CEDEPLAR / UFMG.

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Publicado

2025-09-15

Como Citar

VIEIRA, J. . R.; LIBÂNIO, G.; CARDOSO, D. F. Distribuição de renda, consumo e estrutura produtiva: uma análise a partir das matrizes de contabilidade social e financeira para a economia brasileira. Nova Economia, [S. l.], v. 35, n. 2, p. 1–52, 2025. Disponível em: https://revistas.face.ufmg.br/index.php/novaeconomia/article/view/8618. Acesso em: 16 jan. 2026.

Edição

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