Persistência da taxa de câmbio real: um estudo a partir do estimador local de Whittle

Autores

  • André M. Marques Universidade Federal da Paraíba

Palavras-chave:

paridade do poder de compra, persistência, integração fracionária, taxa de câmbio real

Resumo

Diante do regime de câmbio flexível desde 1973, com a abertura comercial e a maior integração financeira entre os países, aumentou também a volatilidade da taxa cambial e a dificuldade de se encontrar evidências favoráveis à hipótese da paridade do poder de compra. O estudo investiga a possibilidade de queda na persistência da taxa de câmbio real em um contexto de aumento da integração financeira e comercial entre as economias. Com dados mensais para uma amostra de 20 países, a hipótese de mudança na persistência é testada com base na estimação do coeficiente fracionário d para dois períodos (1975-1994; 1995- 2011). A utilização de um estimador robusto em relação à heteroscedasticidade condicional pode fornecer indícios mais confiáveis acerca da estacionariedade da taxa de câmbio real e consequentemente da paridade do poder de compra. Os resultados sugerem que não houve mudança significativa na persistência da taxa de câmbio real, que continua não estacionária.

Biografia do Autor

André M. Marques, Universidade Federal da Paraíba

Possui graduação em Ciências Econômicas pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul, especialização em Estatística pela Universidade Federal de Santa Maria, mestrado em Economia pela Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul e doutorado em Economia pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul. Foi Bolsista de Doutorado Sanduíche na Universidade Técnica de Lisboa (2008) e atualmente é Professor Adjunto do Departamento de Economia da Universidade Federal do Rio Grande do Norte. Suas principais áreas de interesse são Macroeconomia e Estatística.

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Publicado

2016-02-15

Como Citar

MARQUES, A. M. Persistência da taxa de câmbio real: um estudo a partir do estimador local de Whittle. Nova Economia, [S. l.], v. 25, n. 2, 2016. Disponível em: https://revistas.face.ufmg.br/index.php/novaeconomia/article/view/2059. Acesso em: 26 nov. 2020.

Edição

Seção

Números Regulares