Formas de aprendizagem e graus de inovação de produto no Brasil: uma análise exploratória dos padrões setoriais de aprendizagem

Autores

  • Pablo Felipe Bittencourt Universidade Federal de Santa Catarina
  • Jorge Nogueira de Paiva Britto Programa de Pós Graduação em Economia da UFF
  • Ricardo Giglio Universidade de Kiel - Germany

Palavras-chave:

inovação em produto, formas de aprendizagem, aprendizado pela exportação

Resumo

O objetivo do artigo é ampliar a compreensão da dinâmica da inovação das firmas brasileiras. Para isso, indicadores de tipos de aprendizagem e graus de inovação foram construídos, e suas relações testadas econometricamente. Dentre os resultados, além de diferenças setoriais significativas, destacamos: (i) que inovações de maior grau decorrem de formas de aprendizagem que combinam conhecimentos codificados (como os advindos das fontes avançadas de C&T) com tácitos (frutos de interação com clientes, por exemplo); (ii) que as inovações de menor grau derivam, quase que exclusivamente, da aprendizagem de conhecimentos tácitos e, que, (iii) os clientes são sempre fontes importantes aos processos de inovação. Desta última constatação, levantamos a hipótese de que a limitada dinâmica inovadora das firmas brasileiras pode ser explicada por um aprisionamento à qualidade das demandas de seus clientes. O estímulo às exportações é a principal recomendação de política derivada, por admitir-se que clientes mais sofisticados poderão induzir trajetórias tecnológicas mais promissoras.

Biografia do Autor

Pablo Felipe Bittencourt, Universidade Federal de Santa Catarina

Departamento de Economia e Relações Internacionais e Programa de Pós Graduação em Economia da UFSC

àrea: Mudança Tecnológica

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Publicado

2016-08-08

Como Citar

BITTENCOURT, P. F.; BRITTO, J. N. de P.; GIGLIO, R. Formas de aprendizagem e graus de inovação de produto no Brasil: uma análise exploratória dos padrões setoriais de aprendizagem. Nova Economia, [S. l.], v. 26, n. 1, 2016. Disponível em: https://revistas.face.ufmg.br/index.php/novaeconomia/article/view/1979. Acesso em: 21 maio. 2022.

Edição

Seção

Números Regulares