Mudanças no consumo de bens culturais no Brasil após a estabilização da moeda

Autores

  • Fábio de Sá Earp Instituto de Economia da Universidade Federal do Rio de Janeiro
  • Leda Maria Paulani FEA-USP

Palavras-chave:

economia brasileira, estabilização monetária, padrão de consumo, bens culturais

Resumo

O objetivo do presente artigo é sugerir explicações para a clara assimetria existente entre, de um lado, a evolução global do consumo das famílias brasileiras após a estabilização da moeda e, de outro, a performance que aí têm três dos chamados “bens culturais”: o cinema, a música e o livro. Os dados mostram que, enquanto no primeiro caso temos uma trajetória claramente ascendente, nos três mercados citados, a trajetória é, no melhor dos casos, estável, e na maior parte dos casos, descendente. A explicação sugerida combina três elementos: uma mudança no padrão de consumo de bens duráveis em paralelo com o crescimento e a melhora distributiva, a mudança no tipo de sociabilidade que o novo padrão implicou e fenômenos específicos desses três mercados que elevaram o número de bens substitutos.

Biografia do Autor

Fábio de Sá Earp, Instituto de Economia da Universidade Federal do Rio de Janeiro

Professor do Instituto de Economia da UFRJ.

Áreas de Trabalho: Economia Brasileira, Economia Da Cultura, Organização Industial, História do Pensamento Econômico

Leda Maria Paulani, FEA-USP

Professora titular do Departamento de Economia e do Pós-graduação em Economia (IPE/USP) da FEA/USP.

Áreas de Trabalho: Metodologia da Economia, Economia Política, Contabilidade Social, Economia Brasileira 

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Publicado

2014-12-16

Como Citar

EARP, F. de S.; PAULANI, L. M. Mudanças no consumo de bens culturais no Brasil após a estabilização da moeda. Nova Economia, [S. l.], v. 24, n. 3, 2014. Disponível em: https://revistas.face.ufmg.br/index.php/novaeconomia/article/view/1335. Acesso em: 4 dez. 2020.

Edição

Seção

Números Regulares