Crises financeiras nos anos 1990 e poupança externa

Autores

  • Luiz Carlos Bresser-Pereira
  • Lauro Gonzalez
  • Cláudio Lucinda

Palavras-chave:

crise financeira, crise de balanço de pagamentos, poupança externa, taxa de câmbio

Resumo

Ao contrário do que afirma a análise econômica convencional, a causa principal das crises financeiras dos países emergentes dos anos 1990 e início dos anos 2000s começando pela do México (1994) e terminando com a da Argentina (2001) não foi fiscal, mas a decisão dos governos de promover o crescimento com poupança externa, isto é, com déficits em conta corrente. Como a taxa de câmbio tem outros determinantes além da absorção interna, o pressuposto dos déficits gêmeos com frequência não é válido. Essas foram de balanço de pagamentos e se caracterizaram por elevados déficits em conta corrente e forte aumento da dívida externa e/ou por forte aumento do déficit em conta corrente, que levaram os credores a se persuadirem que o problema do país era ou de liquidez ou de solvência, ou ambos, e decidirem, subitamente, suspender a rolagem da dívida externa do país. Um teste econométrico substancia a hipótese do trabalho.

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Publicado

2011-01-26

Como Citar

BRESSER-PEREIRA, L. C.; GONZALEZ, L.; LUCINDA, C. Crises financeiras nos anos 1990 e poupança externa. Nova Economia, [S. l.], v. 18, n. 3, 2011. Disponível em: https://revistas.face.ufmg.br/index.php/novaeconomia/article/view/1030. Acesso em: 24 nov. 2020.

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