Kodawari e Hospitalidade

um estudo multicasos de restaurantes japoneses

Autores

DOI:

https://doi.org/10.29149/mtr.v8i3.7857

Palavras-chave:

Kodawari, Hospitalidade, Restaurantes

Resumo

A credibilidade japonesa na confecção de produtos e na prestação de serviços foi construída a partir de diferentes filosofias. Uma delas é o kodawari, compreendido como a busca constante pela perfeição e ser aplicado em diferentes empreendimentos e processos. Este artigo tem como objetivo identificar os princípios do kodawari que podem ser aplicados ao universo dos restaurantes e investigar quais princípios desta filosofia que são aplicados em restaurantes japoneses em São Paulo (SP) e podem contribuir para o incremento da competitividade destes estabelecimentos. Trata-se de um estudo de casos múltiplos (Yin, 2005) tendo como casos os restaurantes Murakami, JoJo Ramen e Nakka. As estratégias de coleta de dados foram: revisão bibliográfica, observação direta não participativa, entrevista com os gestores dos estabelecimentos (gerência geral, de atendimento e de cozinha) e análise documental. Tem-se como principais resultados: a identificação de 21 princípios de kodawari aplicáveis a restaurantes; a identificação da importância do omotenashi no como espírito de hospitalidade nos restaurantes estudados e no contexto do kodawari;  a aplicação de princípios do kodawari majoritavelmente nas áreas de produção e atendimento dos restaurantes estudados; a aplicação dos princípios do kodawari fomentando as principais estratégias e os principais recursos competitivos dos restaurantes estudados.

Biografia do Autor

Cinthia Shinagava de Carvalho, Universidade Anhembi-Morumbi, Brasil

Graduada em Turismo (Universidade São Marcos), Especialista em Gestão de Negócios em Serviços de Alimentação (SENAC) e Mestre em Hospitalidade (UAM)

Referências

Abrasel. (2019). Novos restaurantes chegam na cidade de São Paulo. Abrasel, 2019. Disponível em: <https://abrasel.com.br/busca/?q=restaurantes-em-sao-paulo2019>. Recuperado em: 23 nov. 2021.

Aishima, T. (2015). The origin of Japanese omotenashi in Man-yo-shu. ビジネス & アカウンティングレビュー= Business & accounting review, n. 16, p. 103-122.

Bardin, L. (2011). Análise de Conteúdo. Lisboa: Edições70.

Barney, J.; Hesterly, W. (2011). Administração estratégica e vantagem competitiva: conceitos e casos. 3.ed. São Paulo: Pearson.

Beckhauser, S.; Wojahn, R.; Parisotto, I. (2018). Análise da vantagem competitiva das instituições de ensino superior de capital aberto. Anais do XXI Seminários de Administração, São Paulo, SP, Brasil.

Blain, M.; Lashley, C. (2014). Hospitableness: the new service metaphor? Developing an instrument for measuring hosting. Research in hospitality Management, v. 4, n. 1 & 2, p. 1–8-1–8, 2014.

De Boer, L.; Rejowski, M. (2014). Turismo gastronômico e hospitalidade em Curitiba: um estudo sobre um restaurante de Santa Felicidade. Revista Turismo & Desenvolvimento, v. 1, n. 21-22, p. 141-150.

Boutaud, J. (2011). Compartilhar a mesa. In: Montandon, A. O livro da hospitalidade: acolhida do estrangeiro na história e nas culturas. São Paulo: SENAC, p. 1213-1230.

Brotherton, B.; Wood, R. (2004). Hospitalidade e administração da hospitalidade. In: Lashley, C.; Morrinson, A. (orgs.). Em busca da hospitalidade: perspectivas de um mundo globalizado. São Paulo: Manole, p. 191-222.

Camargo, L. O. (2003). Os domínios da hospitalidade. Hospitalidade: cenários e oportunidades. São Paulo: Pioneira Thomson Learning, p. 61-71.

______. (2004). Hospitalidade. São Paulo: Aleph.

______. (2015). Os interstícios da hospitalidade. Revista Hospitalidade, p. 42-69.

Carracedo, L. (2008). O cenário e o valor percebido do restaurante: um estudo da experiência Ráscal. Dissertação (Mestrado em Administração de Empresas), Faculdade Getúlio Vargas, São Paulo.

Castleman, T.; Chin, C. (2002). Ecommerce and the competitiveness of small enterprises: a study of the restaurant industry. Melbourne: Melbourne Institute Working Papers.

Castro Jr, D.; Martins, E.; Miura, M.; Silva, M. (2015). O processo de formulação de estratégias e os recursos intangíveis da empresa: reflexões teóricas sobre esta relação. Revista Capital Científico-Eletrônica (RCCҽ), v. 13, n. 1, p. 150-164.

Carvalho, M; Paladini, E. (2012). Gestão de qualidade. 2 ed. Rio de Janeiro: Elsevier: EBEPRO.

Corsini, I. (2021). Após a perda de 60 bi, bares e restaurantes dão sinais de retomada no país. CNN Brasil. Disponível em: https://www.cnnbrasil.com.br/business/apos-perdas-de-r-60-bi-bares-e-restaurantes-dao-sinais-de-retomada-no-pais/ 29.jul.2021. Recuperado em 01.abr.2022.

Faltin, A. O.; Gimenes-Minasse, M. H. A (2017). Hospitalidade no Contexto de Restaurantes–uma revisão bibliográfica preliminar. Anais do 11º Fórum Internacional de Turismo de Iguassu, Foz de Iguaçu, Paraná.

Fonseca, M. (2014). Tecnologias gerenciais de restaurantes. São Paulo: Senac, São Paulo.

Franco, É.; Rego, R. (2005). Marketing estratégico para subculturas: um estudo sobre hospitalidade e gastronomia vegetariana em restaurantes da cidade de São Paulo. Turismo-Visão e Ação, v. 7, n. 3, p. 469-482.

Fukutomi, S. (2014). Bottom-up Food: Making Rāmen a Gourmet Food in Tokyo. Food and Foodways, v. 22, n. 1-2, p. 65-89.

Grant, R. (1991). The resource-based theory of competitive advantage: implications for strategy formulation. California management review, v. 33, n. 3, p. 114-135.

Gotman, A. (2009). O comércio da hospitalidade é possível? Revista Hospitalidade, v. 6, n. 2, p. 3-27.

Grinover, L. (2006). A hospitalidade urbana: acessibilidade, legibilidade e identidade. Revista hospitalidade, v. 3, n. 2, p. 29-50.

Ikeda, N. (2013). Omotenashi: Japanese hospitality as the global standard. In: Monden, Y.; Imai, N; Matsuo, T; Yamaguchi, N. (orgs) Management of service businesses in Japan. London: World Scientific. p. 145-154.

Kumakura, I. (1989). Tea in Japan: Essays on the History of Chanoyu. Honolulu: University of Hawaii Press.

Kuraesin, U. (2021). Omotenashi concept in japanese expression in hospitality. Turkish Journal of Computer and Mathematics Education (TURCOMAT), v. 12, n. 8, p. 458-462.

Lakatos, E; Marconi, M. (2007). Fundamentos da metodologia científica. 3 ed. São Paulo: Atlas.

Lashleya, C. (2004). Para um entendimento teórico. In: Lashley, C.; Morrinson, A. (orgs). Em busca da hospitalidade: perspectivas para um mundo globalizado. Barueri: Manole.

Lashley, C. (2015). Hospitalidade e hospitabilidade. Revista Hospitalidade, v. XII, n. especial, p. 70-92.

Mogi, K. (2018). Awakening your Ikigai: how the japanese wake up to joy and purpose every day. Tokyo: The Experiment.

Montandon, A. (2003). Hospitalidade ontem e hoje. In: Dencker, A; Bueno, M. (orgs) Hospitalidade: cenários e oportunidades. São Paulo: Pioneira-Thomson, p. 132-142.

Montandon, A. (2011). Introdução. In: Montandon, A. (org). O livro da Hospitalidade: acolhida do estrangeiro na história e nas culturas. São Paulo: Senac, p. 32- 36.

Morikoshi, K. (2014). A review of the concepts and definitions regarding Hospitality and Tourism in Japan. Hokusei Gakushu JP, v. 7, n. 12, p. 17-28.

Muller, C.; Woods, R. (1994). An expanded restaurant typology. Cornell Hotel and Restaurant Administration Quarterly, v. 35, n. 3, p. 27-37.

Oliveira, D. (2014). Estratégia empresarial e vantagem competitiva: como estabelecer, implementar e avaliar. 9 ed. São Paulo: Atlas.

Pating, J.; Silva, L. (2020). Motivações para o consumo de alimentos em restaurantes japoneses no município de São Paulo. Anais do 13 Congresso Latino Americano de Varejo e Consumo, São Paulo, SP.

Porter, M. (1999). Competição: estratégias competitivas essenciais. Campus: Atlas.

______. (2005). Estratégia competitiva: técnicas para análise de indústrias e de concorrentes. Campus: Atlas, 2005.

Poulain, J. P. (2013). Sociologias da alimentação: os comedores e o espaço social alimentar. Florianópolis: UFSC.

Stefanini, C. J.; Alves, C. A.; Marques, R. B. (2018). Vamos almoçar? Um estudo da relação hospitalidade, qualidade em serviços e marketing de experiência na satisfação dos clientes de restaurantes. Revista Brasileira de Pesquisa em Turismo, v. 12, p. 57-79.

Surajaya, I. (2020). Omotenashi and tri hita karana in perspectives of ethic, culture and history. International Journal of Innovative Science and Research Technology, v. 5, n. 1, p. 359-366.

Surak, K. (2012). Making tea, making Japan. New York: Stanford University Press.

Teixeira, C.; Silva, A. (2013). A cultura da mesa de refeição e o seu aspecto teológico religioso. Revista eletrônica espaço teológico. v. 7, n. 11, p. 02-11.

Telfer, E. (2004). A filosofia da “hospitabilidade”. In: Lashley, C.; Morrison, A. (orgs). Em busca da hospitalidade: perspectiva de um mundo globalizado. São Paulo: Manole, p. 191-222.

Tripadvisor. (2021). Restaurantes japoneses na cidade de São Paulo. Tripadvisor, 2021. Disponível em: <http://tripadvisor.com.br-search=restaurante&japones/ > . Recuperado em: 5 nov. 2021.

Wada, E. (2015). Omotenashi: tradição de hospitalidade a serviço da competitividade. Anais do XII Seminário ANPTUR, Rio Grande do Norte, Brasil.

White, M. (2012). Coffee life in Japan. California: University of California Press.

Williamson, C. (2017). A coffee-scented space: historical, cultural and social impacts of the Japanese Kissaten. London: Yale University Press.

Yin, R. (2005). Estudo de caso: planejamento e métodos. 3. ed. Porto Alegre: Bookman.

Publicado

2023-09-19

Como Citar

Gimenes Minasse, M. H., & Shinagava de Carvalho, C. (2023). Kodawari e Hospitalidade: um estudo multicasos de restaurantes japoneses. Marketing & Tourism Review, 8(3). https://doi.org/10.29149/mtr.v8i3.7857

Edição

Seção

Artigos