“EU TE QUERO SÓ PRA MIM” – O PROCESSO DE SENSEBREAKING E A RUPTURA REFLEXIVA DA IDENTIDADE COMO UM MOMENTUM PARA O SEQUESTRO DA SUBJETIVIDADE

Autores

  • Eduardo Guedes Villar Universidade Federal do Paraná
  • Carolina de Souza Walger Universidade Federal do Paraná
  • Natália Rese Universidade Federal do Paraná

DOI:

https://doi.org/10.25113/farol.v7i19.5157

Palavras-chave:

sequestro da subjetividade; sensebreaking; identidade; identificação; táticas de socialização organizacional.

Resumo

Objetiva-se neste ensaio teórico detalhar como as organizações atuam para criar um vazio-existencial no neófito, de maneira a poderem suplantar uma nova perspectiva identitária. Respaldados pela literatura de sensebreaking e construção de identidade em organizações não tradicionais, apresentamos o argumento de que o sensebreaking gera a ruptura reflexiva da identidade, que se caracteriza como um momentum para o sequestro da subjetividade. Para tanto, identificamos três rotinas empregadas para gerar a ruptura de sentido, que são: (i) a quebra da identidade vigente; (ii) a socialização dirigida para imbuir novo significado; e (iii) a privação do indivíduo no controle de seus atos, seus desejos e seus sonhos. Em termos de contribuição teórica, evidenciamos o ‘resgate’ do conceito de sequestro da subjetividade, como forma de organizar nosso ensaio teórico para analisar a ruptura reflexiva da identidade do indivíduo em seu processo de socialização.

Biografia do Autor

Carolina de Souza Walger, Universidade Federal do Paraná

Professora da Universidade Positivo.

Natália Rese, Universidade Federal do Paraná

Professora Adjunta da Universidade Federal do Paraná.

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Publicado

2020-11-19

Edição

Seção

Ensaios