Quais as relações institucionais entre o passado colonial da economia brasileira e o desenvolvimento do seu sistema financeiro?

Autores

Resumo

Amparados no referencial teórico keynesiano e cepalino/furtadiano, investigamos as relações institucionais entre o passado colonial brasileiro e o desenvolvimento do seu sistema financeiro até os anos de 1960. A hipótese subjacente é a de que existe conexão entre um sistema financeiro deficiente em prover fundos ao investimento e a condição brasileira economicamente periférica. Esta estava subordinada a instituições europeias portuguesas, apesar de imersa no processo de acumulação do capitalismo mercantil. Isso mudou na passagem do modelo primário-exportador ao orientado à demanda doméstica. O processo de industrialização pressionou um sistema financeiro inapto a atender à crescente demanda creditícia, ampliando a necessidade de instrumentos e mecanismos de financiamento do investimento. Todavia, conforme o sistema financeiro desenvolvia-se, as instituições financeiras lucravam, não apesar das “disfuncionalidades” impostas pela condição periférica econômica brasileira, mas por meio delas. Conclui-se que tais relações institucionais foram a herança do passado colonial deixada ao sistema financeiro contemporâneo.

Palavras-chave: Brasil; economia colonial; economia periférica; sistema financeiro; sistema produtivo.

Códigos JEL: F54, E44, N26.

Biografia do Autor

Daniela Freddo, Departamento de Economia, Universidade de Brasília, Brasília, DF, Brasil.

Professora do Departamento de Economia da Universidade de Brasília. Possui doutorado em economia, na área de Economia Política, pela UnB (2015). Possui mestrado em teoria econômica, pela Universidade de Campinas (2011), onde cursou graduação (2002).

Juliano Vargas, Departamento de Economia, Universidade Federal do Piauí, Teresina, PI, Brasil.

Professor Adjunto A no Departamento de Ciências Econômicas (DECON) e no Programa de Pós-Graduação em Políticas Públicas (PPGPP) da Universidade Federal do Piauí (UFPI). Pesquisador na FAPEPI/SEPLAN/Governo do Estado do Piauí. Doutor em Ciências Econômicas (2020) pela Universidade de Brasília (UnB). Mestre em Ciências Econômicas (2015) e Bacharel em Ciências Sociais (2016) pela Universidade Federal do Espírito Santo. Bacharel em Ciências Econômicas (2012) pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul. Bacharel e Licenciatura em Educação Física (2007) pela Universidade de Caxias do Sul. MBA em Gestão Estratégica em Comércio Exterior (2017) pela Universidade Candido Mendes. Membro da Associação Brasileira de Pesquisadores em História Econômica (ABPHE). Editor-chefe da revista INFORME ECONÔMICO (UFPI) (ISSN 1517-6258) e coordenador do Grupo de Pesquisa em Economia do Trabalho (GPET) (certificado pelo CNPq).

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Publicado

2023-07-25

Como Citar

FREDDO, D.; VARGAS, J. Quais as relações institucionais entre o passado colonial da economia brasileira e o desenvolvimento do seu sistema financeiro?. Nova Economia, [S. l.], v. 33, n. 1, p. 235–261, 2023. Disponível em: https://revistas.face.ufmg.br/index.php/novaeconomia/article/view/7076. Acesso em: 16 jul. 2024.

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