O papel da grande mineração e sua interação com a dinâmica urbana em uma região de fronteira na Amazônia

  • Ana Carolina Campos de Melo Mestre em Arquitetura e Urbanismo pela Universidade Federal do Pará. Doutoranda do Programa de Pós-graduação em Economia da UFPA.
  • Ana Cláudia Duarte Cardoso PhD em Arquitetura pela Oxford Brookes University. Professora Associada da Universidade Federal do Pará, Brasil.
Palavras-chave: Parauapebas, Sudeste do Pará, mineração, urbanização extensiva.

Resumo

Este artigo aborda particularidades do processo de urbanização associadas às dinâmicas de mineração, que articulam diretamente os territórios de extração aos circuitos globais de acumulação. Na fronteira amazônica, as formas de operacionalização do capital alteraram a estruturação urbana, o relacionamento urbano-rural e causaram enorme impacto sobre a natureza e sobre as camadas mais vulneráveis da população. A análise baseia-se na derivação lefebvriana de urbanização extensiva e na noção de níveis da realidade social; tem o objetivo de explorar as conexões relacionais do urbano com os níveis global e local e permitir a construção de paralelos entre a extração de minério de ferro na Serra dos Carajás e a exploração de ouro, na região do Vale do Huasco, norte do Chile. Observa-se uma dinâmica urbana regida pela esfera global, e processos paralelos, embriões de uma nova matriz urbana, na esfera local, centrados na reprodução da vida e na construção da cidadania.

Publicado
2017-11-22
Seção
Número Especial