O “efeito nefasto” da corrupção no Brasil

“quem paga mais?” Aplicações com o uso de regressões quantílicas com variáveis instrumentais

Resumo

O presente estudo analisa o impacto da corrupção na dinâmica dos investimentos de empresas brasileiras. Para isto, foi adotado uma amostra de 3.444 empresas conforme os microdados disponíveis pelo Enterprise Surveys do Banco Mundial. Usando o estimador de regressão quantílica com variáveis instrumentais, proposto por Chernozhukov e Hansen (2006; 2008), os resultados do modelo apontam que, na ausência do controle devido aos problemas de endogeneidade, o estimador tradicional de Koenker e Basset (1978) tende a subestimar o impacto da corrupção na redução dos coeficientes de elasticidade dos investimentos das empresas. Firmas situadas nos quantis superiores da distribuição condicional das vendas apresentam melhores resultados na aplicação dos investimentos, mesmo após o efeito perceptivo da corrupção, ao contrário das empresas situadas nos quantis inferiores. Isto sugere que as firmas com elevada performance são menos ‘impactadas’ com a presença da corrupção em relação às firmas com baixa performance.

Biografia do Autor

Leonardo Andrade Rocha, Universidade Federal Rural do Semi-Árido, Mossoró, Rio Grande do Norte, Brasil

Economista, Mestre em Economia Rural, Doutor em Economia.

Professor na Universidade Federal Rural do Semi-Árido.

 

Ahmad Saeed Khan, Universidade Federal do Ceará, Fortaleza, Ceará, Brasil

PhD em Economia

Bolsista pesquisador do CNPq - 1A

Professor do Departamento de Economia Agrícola da Universidade Federal do Ceárá.

Professor do Mestrado em Economia Rural e do Doutorado em Desenvolvimento e Meio Ambiente da Universidade Federal do Ceará – UFC.

Patrícia Verônica Pinheiro Sales Lima, Universidade Federal do Ceará, Fortaleza, Ceará, Brasil

Engenheira Agrônoma. Doutora em Economia Aplicada pela ESALQ (USP). Pós-Doutorado na Universidade da Califórnia - UCDavis. Professora do Departamento de Economia Agrícola/Universidade Federal do Ceará. Professora do Doutorado em Desenvolvimento e Meio Ambiente da Universidade Federal do Ceará – UFC. Bolsista de Produtividade - CNPq. Nivel 2

Maria Ester Soares Dal Poz, Faculdade de Ciências Aplicadas FCA, área de Administração e do Instituto de Economia - IE, UNICAMP, Campinas, São Paulo, Brasil

Docente da Faculdade de Ciências Aplicadas FCA, área de Administração e do Instituto de Economia - IE, UNICAMP. Pesquisadora e docente de pós-graduação na área de Economia Industrial e de Empresas, com foco em Gestão da Inovação.Tem doutorado em Política Científica e Tecnológica pela Universidade Estadual de Campinas (2006). Pós-doutorado no Centro de Desenvolvimento Tecnológico em Saúde, CDTS - FIOCRUZ (2007 e 2009), no desenvolvimento de ferramentas de gestão da inovação e Pós-doutorado (2009) no Instituto de Economia da UNICAMP.

Fernando Porfírio Soares de Oliveira, Universidade Federal Rural do Semi-Árido, Departamento de Agrotecnologia e Ciências Sociais, Mossoró, Rio Grande do Norte, Brasil

Graduado em Tecnologia em Cooperativismo, Mestre em Engenharia da Produção e Doutor em Administração.

Professor da Universidade Federal Rural do Semi-Árido, Departamento de Agrotecnologia e Ciências Sociais

Publicado
2019-06-16
Como Citar
ROCHA, L. A.; KHAN, A. S.; LIMA, P. V. P. S.; DAL POZ, M. E. S.; OLIVEIRA, F. P. S. DE. O “efeito nefasto” da corrupção no Brasil. Nova Economia, v. 29, n. 1, p. 277-305, 16 jun. 2019.
Seção
Números Regulares