Incorporando o risco soberano no desenho operacional do regime de metas de inflação

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Karlo Marques Junior
Fernando Motta Correia

Resumo

O objetivo deste artigo é analisar os mecanismos de coordenação entre políticas monetária e fiscal, em uma economia com regime monetário do tipo metas de inflação, que permitam acomodar choques exógenos e manter tal economia em um equilíbrio estável em um ambiente em que o risco de default contribui para a instabilidade da dívida e da taxa de juros de política monetária. É desenvolvida uma estrutura analítica no intuito de capturar os mecanismos de transmissão do risco soberano e seus efeitos na definição de funções-reações para a autoridade monetária e fiscal. Para isso, utilizou-se um modelo de equações diferenciais simultâneas de primeira ordem em que se analisou o equilíbrio intertemporal do modelo e sua estabilidade. Os principais resultados mostram que na hipótese de regras fiscais, com a imposição de um superávit primário, a autoridade monetária deve apresentar um peso maior dos desvios da inflação em relação à meta de inflação, de modo que um controle fiscal é desejado para que a economia não seja muito vulnerável a choques de risco soberano. Em uma configuração em que não há regra fiscal, é necessário que a autoridade monetária acomode os choques do risco soberano com aumentos na taxa básica de juros.

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Seção
Artigos
Biografia do Autor

Karlo Marques Junior, Departamento de Economia - Universidade Estadual de Ponta Grossa-UEPG

Professor Adjunto do Departamento de Economia/UEPG

Doutor em Desenvolvimento Econômico- UFPR

Fernando Motta Correia, Departamento de Economia - Universidade Federal do Paraná/UFPR

Professor Adjunto do Departamento de Economia/UFPR

Doutor em Desenvolvimento Econômico- UFPR