Teorias marxistas da inflação: uma revisão crítica

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Giliad de Souza Silva
Eduardo Augusto de Lima Maldonado Filho

Resumo

O fenômeno inflacionário passa a assumir lugar de destaque na literatura econômica após a década de 1960, exatamente no momento em que tal fenômeno se torna um problema de maior amplitude e com um profundo enraizamento nos países capitalistas avançados. O marxismo construiu suas explicações sobre a inflação baseado sobretudo nas seguintes abordagens: i) que os conflitos sobre a distribuição da renda são, em suma, a causa mais significativa da inflação; ii) que a inflação está vinculada ao crescente poder dos monopólios, sendo reforçado pelas políticas intervencionistas do Estado; e iii) que o fenômeno é explicado pela discrepância gerada endogenamente entre os aumentos da oferta e da demanda do dinheiro de crédito. O objetivo deste texto é revisitar estas abordagens marxistas, assim como fez Saad-Filho (2000), porém avançando na crítica metodológica. Mais especificamente, nosso objetivo é o de, revisitando essas abordagens teóricas, realizar uma crítica metodológica mostrando a continuidade da validade do método de Marx para compreender o fenômeno da inflação do pós-segunda guerra mundial. 

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Seção
Artigos
Biografia do Autor

Giliad de Souza Silva, Universidade Federal do Sul e Sudeste do Pará

Professor Assistente da Universidade Federal do Sul e Sudeste do Pará, Instituto de Estudos em Desenvolvimento Agrário e Regional.

Eduardo Augusto de Lima Maldonado Filho, Programa de Pós-graduação em Economia da Uiversidade Federal do Rio Grande do Sul - PPGE/UFRGS

Professor do Departamento de Ciências Econômicas e do Programa de Pós-graduação em Economia do Desenvolvimento da UFRGS.