Efeitos da descentralização da saúde básica no Brasil sobre o nível de corrupção em municípios investigados pelo governo central

Autores

  • Marislei Nishijima Universidade de São Paulo
  • Fernando Antonio Slaibe Postali Universidade de Sao Paulo
  • Fabiana Fontes Rocha Universidade de Sao Paulo

Palavras-chave:

descentralização, corrupção, setor saúde, dados de contagem.

Resumo

O objetivo deste artigo é estudar a relação entre descentralização e corrupção no Brasil entre 2007 e 2010, usando como medida de corrupção as irregularidades descritas nos relatórios das auditorias do programa de fiscalização dos municípios da Controladoria Geral da União. O artigo procura verificar se os resultados encontrados para a região Sudeste no período de 2004 a 2006 (Peixoto et al., 2012) podem ser generalizados. Considerando a imensa diferença regional do país, a simples inferência a partir de resultados da região mais desenvolvida e rica apresenta riscos. Além disso, o processo de descentralização ainda está acontecendo. Usamos como indicadores de descentralização uma variável de descentralização financeira e outra de descentralização administrativa. Os resultados sugerem que a descentralização administrativa, diferentemente do resultado obtido para a região Sudeste em período anterior, reduz o número de ocorrências caracterizadas como corrupção junto aos programas de saúde geridos pelos municípios auditados. Entretanto, nenhum efeito da descentralização financeira se mostrou significativo.

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Publicado

2017-06-30

Como Citar

NISHIJIMA, M.; POSTALI, F. A. S.; ROCHA, F. F. Efeitos da descentralização da saúde básica no Brasil sobre o nível de corrupção em municípios investigados pelo governo central. Nova Economia, [S. l.], v. 27, n. 1, 2017. Disponível em: https://revistas.face.ufmg.br/index.php/novaeconomia/article/view/2883. Acesso em: 29 nov. 2020.

Edição

Seção

Números Regulares