Marx contra o otimismo tecnológico: economia “imaterial” desmistificada e desdobramentos para as questões ambientais

  • Eduardo Sá Barreto Universidade Federal de Juiz de Fora
Palavras-chave: tecnologia, desmaterialização, Marx

Resumo

Em trabalhos anteriores, realizamos uma abrangente revisão da literatura econômica relacionada ao debate ambiental (especialmente aquele em torno das mudanças climáticas). De modo geral, as diversas formulações – desde aquelas apoiadas na estrutura teórica neoclássica até as mais heterodoxas – tendem a confluir, com poucas exceções, para a noção de desmaterialização; ou, melhor dizendo, para a esperança de que o avanço tecnológico permita a realização de uma produção supostamente imaterial. O presente estudo parte dessa leitura e tem como objetivo a desmistificação (i.e. sua desconstrução crítica) da desmaterialização como possibilidade real na atual formação socioeconômica. Pela própria natureza desse expediente crítico, simultaneamente propomos um argumento teórico próprio, alicerçado em Marx, capaz de explicar por que a esperança no processo de desmaterialização tende a ser frustrada sistematicamente enquanto a lógica da produção e da distribuição da riqueza social estiver estruturada em torno do capital.

Biografia do Autor

Eduardo Sá Barreto, Universidade Federal de Juiz de Fora

Graduação: Economia - UFMG

Mestrado: Economia - UFF

Doutorado: Economia - UFF

Professor Adjunto A1 do Departamento de Economia e Finanças da UFJF

Áreas: Economia Política do Meio Ambiente, Economia Política e História do Pensamento Econômico

Publicado
2016-08-08
Como Citar
BARRETO, E. S. Marx contra o otimismo tecnológico: economia “imaterial” desmistificada e desdobramentos para as questões ambientais. Nova Economia, v. 26, n. 1, 8 ago. 2016.
Seção
Artigos