Crítica à leitura hayekiana da História: a perspectiva da ação política de Hannah Arendt

Autores

  • Angela Ganem

Palavras-chave:

Friedrich August von Hayek, ordem espontânea, ação política, Hannah Arendt, mercado e democracia

Resumo

Mostrar as limitações da leitura hayekiana da História contrapondo-a à perspectiva teórica da ação política de Hannah Arendt é o objetivo deste texto. O artigo tem três partes constitutivas: na primeira parte, apresentamos a teoria hayekiana da ordem espontânea como uma ordem racional e leis tão inexoráveis quanto as que ele critica em Marx. Em uma palavra, a ideia do autodesenvolvimento do mercado visto como a única forma possível de organização para as sociedades contemporâneas. Na segunda parte, mostramos que conceitos caros ao liberalismo estão presentes em autores críticos, como Hannah Arendt, em que o indivíduo através da ação política constrói um mundo justo, conciliando liberdade individual com interesses coletivos. Finalmente, na terceira parte do artigo, contrapomos os dois autores, mostrando que o antídoto ao totalitarismo e o espaço da liberdade não estão no liberalismo ou na lógica do mercado, como advoga Hayek, mas na democracia, como pleiteia Arendt, conceito central do seu edifício teórico e espaço privilegiado da ação política, da liberdade e da justiça.

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Publicado

2011-01-26

Como Citar

GANEM, A. Crítica à leitura hayekiana da História: a perspectiva da ação política de Hannah Arendt. Nova Economia, [S. l.], v. 19, n. 2, 2011. Disponível em: https://revistas.face.ufmg.br/index.php/novaeconomia/article/view/1047. Acesso em: 18 jul. 2024.

Edição

Seção

Números Regulares