SUBJETIVIDADE E EMPATIA NO TRABALHO DO CUIDADO

Autores

DOI:

https://doi.org/10.25113/farol.v2i5.3133

Palavras-chave:

psicodinâmica do trabalho, cuidadores, real do trabalho.

Resumo

Este estudo teve como objetivo investigar a subjetividade e a empatia nas motivações para o trabalho e ações de cuidado.  Para tanto, foram realizadas entrevistas semiestruturadas com 15 cuidadoras formais, com idades entre 32 a 61 anos de idade, média de 46,9 anos (DP = 8,4), procedentes de Instituições de Longa Permanência para Idosos (ILPIs), filantrópicas e privadas, localizadas no estado do Rio Grande do Sul/ RS. Os conteúdos trazidos pelas entrevistadas foram analisados com base no referencial teórico da psicodinâmica do trabalho. Os resultados obtidos indicaram que as percepções sobre as motivações para o ingresso nesta ocupação e as ações de cuidado em ILPI evidenciam a subjetividade e a empatia como parte essencial do real do trabalho do cuidado. 

Biografia do Autor

Claudia Daiane Trentin Lampert, Universidade de Passo Fundo-RS

Psicóloga

Mestranda em Envelhecimento Humano pela Universidade de Passo Fundo/RS

Bolsista Capes

Silvana Alba Scortegagna, Universidade de Passo Fundo-RS

Docente do Programa de Pós-Graduação em Envelhecimento Humano (PPGEH/UPF) e do Programa de Pós-Graduação em Administração (PPGAdm)

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Publicado

2016-01-19

Edição

Seção

Dossiê "Diálogos sobre o Trabalho Humano: Perspectivas Clínicas de Intervenção e Pesquisa"