México Escarlate: modernismo e identidade na obra de Frida Kahlo

  • Gabriel do Carmo Lacerda Faculdade de Ciências Econômicas da Universidade Federal de Minas Gerais http://orcid.org/0000-0002-8933-1150
  • Esther Maria Passos Simões Fróes Guimarães Faculdade de Ciências Econômicas da Universidade Federal de Minas Gerais
Palavras-chave: identidade, feminismo, Revolução Mexicana, Frida Kahlo

Resumo

O esforço desse artigo é discutir a singularidade da arte de Frida Kahlo, mulher e mexicana, no contexto pós-revolucionário. Contudo, antes se discute a multiplicidade de flechas que cortam a história da sociedade mexicana, quais são os atores e como se deu a Revolução no México. Apresentar a sociedade pós-revolução, a necessidade de construção de uma identidade nacional cuja centralidade é povo, não aquele amorfo, mas, o com rosto indígena e mestiço. A importância do muralismo em retratar em locais públicos sujeitos que sempre foram marginais dá para arte um forte sentido político. Os desdobramentos políticos, estéticos, culturais e sociais dessas representações e da revolução são parte do contexto no qual Frida Kahlo está inserida e, somando-se às suas intensas experiências e dores subjetivas, geram uma arte extremamente intima e autobiográfica, mas, ao mesmo tempo, com potencialidades universais da resistência, do feminismo, e da revolução.

Biografia do Autor

Gabriel do Carmo Lacerda, Faculdade de Ciências Econômicas da Universidade Federal de Minas Gerais
Bolsista do Programa de Bolsas Pronoturno desde Outubro de 2013, investigo processo de urbanização de Minas Gerais assim como desdobramentos recentes para formação cultural e desenvolvimento.
Esther Maria Passos Simões Fróes Guimarães, Faculdade de Ciências Econômicas da Universidade Federal de Minas Gerais
Bolsista Sistema de Bolsas de Relações Econômicas Internacionais desde 2013

Referências

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Publicado
2017-06-21
Seção
Artigos Livres