México Escarlate: modernismo e identidade na obra de Frida Kahlo

Gabriel do Carmo Lacerda, Esther Maria Passos Simões Fróes Guimarães

Resumo


O esforço desse artigo é discutir a singularidade da arte de Frida Kahlo, mulher e mexicana, no contexto pós-revolucionário. Contudo, antes se discute a multiplicidade de flechas que cortam a história da sociedade mexicana, quais são os atores e como se deu a Revolução no México. Apresentar a sociedade pós-revolução, a necessidade de construção de uma identidade nacional cuja centralidade é povo, não aquele amorfo, mas, o com rosto indígena e mestiço. A importância do muralismo em retratar em locais públicos sujeitos que sempre foram marginais dá para arte um forte sentido político. Os desdobramentos políticos, estéticos, culturais e sociais dessas representações e da revolução são parte do contexto no qual Frida Kahlo está inserida e, somando-se às suas intensas experiências e dores subjetivas, geram uma arte extremamente intima e autobiográfica, mas, ao mesmo tempo, com potencialidades universais da resistência, do feminismo, e da revolução.

Palavras-chave


identidade; feminismo; Revolução Mexicana; Frida Kahlo

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