Farol - Revista de Estudos Organizacionais e Sociedade https://revistas.face.ufmg.br/index.php/farol <p><strong>Farol – Revista de Estudos Organizacionais e Sociedade</strong>, periódico científico quadrimestral do Núcleo de Estudos Organizacionais e Sociedade da Faculdade de Ciências Econômicas da Universidade Federal de Minas Gerais (NEOS/FACE/UFMG), busca fomentar, propagar e contribuir para os estudos organizacionais em uma ótica não-funcionalista. Nesse sentido, este periódico constitui um espaço interdisciplinar, aberto para que se possa discutir e propor temáticas, abordagens críticas e inovadoras e objetos não ortodoxos nos estudos organizacionais. A ideia é que, a partir de uma perspectiva plural dos pontos de vista ontológico, epistemológico, teórico e metodológico, e não pautada pelo gerencialismo, seja possível propor, discutir, criticar e teorizar para a compreensão da complexa dinâmica da sociedade e suas interfaces com as organizações.</p> Núcleo de Estudos Organizacionais e Sociedade (NEOS), FACE/UFMG pt-BR Farol - Revista de Estudos Organizacionais e Sociedade 2358-6311 <p>Assume-se que em qualquer das modalidades de contribuições aceitas pela <strong>Farol – Revista de Estudos Organizacionais e Sociedade</strong>, ao submeter um trabalho, o(s) autor(es) se reconhece(m) como detentor(es) do direito autoral sobre ele e autoriza(m) seu livre uso pelos leitores, podendo ser, além de lido, baixado, copiado, distribuído, adaptado e impresso, desde que seja atribuído o devido crédito pela criação original. Em caso de aprovação do trabalho para publicação, os direitos  autorais (inclusive os direitos de tradução) são exclusivamente do(s) autor(es).</p><p>Os autores devem concordar com os seguintes termos relativos aos Direitos Autorais:</p><p>a. Autores mantém os direitos autorais e concedem à revista o direito de primeira publicação, com o trabalho simultaneamente licenciado sob a <a href="http://creativecommons.org/licenses/by/3.0/" target="_new">Licença Creative Commons Attribution</a> que permite o compartilhamento do trabalho com reconhecimento da autoria e publicação inicial nesta revista.</p><p>b. Autores têm autorização para assumir contratos adicionais separadamente, para distribuição não-exclusiva da versão do trabalho publicada nesta revista (ex.: publicar em repositório institucional ou como capítulo de livro), com reconhecimento de autoria e publicação inicial nesta revista.</p><p>c. Autores têm permissão e são estimulados a publicar e distribuir seu trabalho online (ex.: em repositórios institucionais ou na sua página pessoal) a qualquer ponto antes ou durante o processo editorial, já que isso pode gerar alterações produtivas, bem como aumentar o impacto e a citação do trabalho publicado (Veja <a href="http://opcit.eprints.org/oacitation-biblio.html" target="_new">O Efeito do Acesso Livre</a>).</p> PLUS ÇA CHANGE, PLUS C’EST LA MEME CHOSE https://revistas.face.ufmg.br/index.php/farol/article/view/4926 Editorial do volume 5, número 13. Luiz Alex Silva Saraiva ##submission.copyrightStatement## http://creativecommons.org/licenses/by/4.0 2018-07-24 2018-07-24 5 13 465 472 10.25113/farol.v5i13.4926 PRO MERCADO EU VOU! https://revistas.face.ufmg.br/index.php/farol/article/view/4433 <p>Estou em busca da potência de vida. Não quero saber de migalhas... vou atrás dos encontros.</p><p><em>O espaço é privilegiado: já é possível vê-lo quando nos aproximamos da Arara (Estátua do símbolo municipal) que dá as boas vindas para aqueles que chegam à cidade. Localizado ao lado da rodoviária, é passagem obrigatória para aqueles que ficam e que partem: É  nosso cartão postal. O burburinho revela a tônica do mercado - vida! Vida que se traduz nos perfumes dos temperos, nas cores intensas dos alimentos e artesanatos e nos movimentos de toda a gente. Em cada canto, um causo.</em></p><p class="Default">Nesse espaço, como em tantos outros que se espalham pelo nosso país, as trocas são materiais, simbólicas e afetivas - viva o mercado! São vidas que se cruzam cotidianamente nesses campos sócio-históricos e culturais.</p> Raquel Oliveira Barreto Jeane Soares Doneiro ##submission.copyrightStatement## http://creativecommons.org/licenses/by/4.0 2018-07-24 2018-07-24 5 13 473 476 10.25113/farol.v5i13.4433 PROVOCAÇÕES EPISTEMOLÓGICAS, TEÓRICAS E METODOLÓGICAS A PARTIR DE EXPERIÊNCIAS EMPÍRICAS DE ORGANIZAÇÕES ALTERNATIVAS E CONTRA HEGEMÔNICAS https://revistas.face.ufmg.br/index.php/farol/article/view/4903 Texto de apresentação dos editores especiais sobre o Dossiê temático "Organizações Alternativas e Contra Hegemônicas". Pedro de Almeida Costa Rene E. Seifert Fábio Bittencourt Meira João Hocayen-da-Silva ##submission.copyrightStatement## http://creativecommons.org/licenses/by/4.0 2018-07-24 2018-07-24 5 13 477 495 10.25113/farol.v5i13.4903 AS INCUBADORAS TECNOLÓGICAS DE COOPERATIVAS POPULARES (ITCP) NA CONSTRUÇÃO DA CONTRA HEGEMONIA ACADÊMICA https://revistas.face.ufmg.br/index.php/farol/article/view/4188 <p class="western" align="JUSTIFY"><span style="font-family: 'Times New Roman', serif;"><span><span style="font-size: medium;">Em um contexto de mobilização diante das mudanças no mundo do trabalho e do ressurgimento da alternativa do trabalho coletivo e autogerido, surgem as Incubadoras Tecnológicas de Cooperativas Populares. </span><span style="font-size: medium;">No âmbito da extensão universitária, a ideia de transferência de conhecimento não é novidade nem o é a sua crítica. Ainda assim, na atuação das incubadoras, acreditamos que ela permanece e esta é a provocação deste texto. A</span><span style="font-size: medium;">s ITCPs parecem atuar a partir de uma contradição: se por um lado apontam como missão possibilitar o acesso dos grupos populares ao conhecimento gerado na universidade, por outro, afirmam que esse processo não pode ser uma imposição e que é preciso respeitar o saber popular e promover a troca de saberes. A pergunta que fica é: se a questão é o acesso ao conhecimento, isto é, a divulgação de conhecimentos acumulados na academia, como isso pode não ser uma imposição?</span></span></span></p> Lais Fraga ##submission.copyrightStatement## http://creativecommons.org/licenses/by/4.0 2018-07-24 2018-07-24 5 13 496 539 10.25113/farol.v5i13.4188 EXPERIÊNCIAS DISTINTAS E SENTIDOS COMPARTILHADOS: O USO DE MOEDAS COMPLEMENTARES E SOCIAIS NO BRASIL E NA FRANÇA https://revistas.face.ufmg.br/index.php/farol/article/view/4221 Com base no entendimento da antropologia econômica sobre a moeda e nos cenários que se delineiam no Brasil e na França em torno do uso de moedas sociais e complementares, este trabalho presenta e discute duas experiências de uso destes circulantes locais: as Palmas, primeira moeda social emitida pelo Banco Palmas de Desenvolvimento, em 2002; e a <em>Sol-Violette</em>, moeda social que circula na cidade de Toulouse, na França, desde 2011. A discussão aponta que mesmo em contextos e modos de funcionamento distintos, as experiências compartilham sentidos comuns para além do econômico, notadamente o político e o simbólico Ariádne Scalfoni Rigo ##submission.copyrightStatement## http://creativecommons.org/licenses/by/4.0 2018-07-24 2018-07-24 5 13 540 591 10.25113/farol.v5i13.4221 PARA ALÉM DA DOS LIMITES DA ORGANIZAÇÃO FORMAL COMO OBJETO: A DISCUSSÃO DE REFERÊNCIAS RENEGADAS https://revistas.face.ufmg.br/index.php/farol/article/view/4222 <p>A partir de uma abordagem teórica, refletimos sobre a hegemonia da organização formal/burocrática nos estudos organizacionais. Resgatamos a construção teórica do conceito de organização e apresentamos questionamentos sobre a forma hegemônica com que os EOR (Estudos Organizacionais) privilegiaram a organização formal burocrática. Argumentamos sobre a necessidade e a importância de criar espaços para estudar, investigar e aprender com diferentes formas de organizar. Concluímos que a possibilidade de identificar as organizações que vão além do modelo formal/burocrático representa um esforço que deve perseguido para avanço deste campo de investigação. Nossa proposta é reconhecer como no âmbito das pesquisas sociais que não restringem seu escopo de investigação às organizações formais burocráticas, é possível descortinar um universo de possibilidades que são latentes em certos campos acadêmicos mas integram uma realidade concreta da sociedade, tais como organizações comunitárias tradicionais e organizações familiares.</p> Carlos Gabriel Eggert Boehs ##submission.copyrightStatement## http://creativecommons.org/licenses/by/4.0 2018-07-24 2018-07-24 5 13 592 637 10.25113/farol.v5i13.4222 A POLÍTICA DO MAINSTREAM DOS ESTUDOS ORGANIZACIONAIS FRENTE AO POLÍTICO: OFENSIVA NEOLIBERAL À BUROCRATIZAÇÃO DAS RELAÇÕES SOCIAIS https://revistas.face.ufmg.br/index.php/farol/article/view/4224 <p>Este artigo, na forma de um ensaio teórico, intenta demonstrar o caráter político do <em>mainstream </em>dos estudos organizacionais, cujo ocultamento é a base de sua dominação, e, por decorrência, evidenciar a íntima ligação dos estudos organizacionais com o processo social mais abrangente, num contexto de embate real entre projetos políticos hegemônicos que pretendem, a sua maneira, a instituição e a preservação de uma ordem política e social dentre as várias possíveis. Em particular, trata-se de um esforço para evidenciar o posicionamento do <em>mainstream </em>no contexto do projeto neoliberal de enfrentamento da burocratização das relações sociais decorrente do Estado de Bem-Estar Social. Como resultado, tem-se a demonstração da natureza ontológica dos estudos organizacionais e a constituição de um ponto de partida mais adequado para o entendimento das categorias fundacionais desse campo de estudo.</p> Carlos Eduardo Justen Eloise Helena Livramento Dellagnelo ##submission.copyrightStatement## http://creativecommons.org/licenses/by/4.0 2018-07-24 2018-07-24 5 13 638 683 10.25113/farol.v5i13.4224 SOCIEDADE DE DECRESCIMENTO: UMA RESPOSTA PARA O DESENVOLVIMENTO (IN)SUSTENTÁVEL? https://revistas.face.ufmg.br/index.php/farol/article/view/4167 <p>Nosso objetivo é ensaiar uma crítica à sociedade produtivista que discursa a possibilidade de desenvolvimento sustentável indissociado de crescimento econômico. Sustentamos a importância da sociologia ambiental aos estudos organizacionais, apontando contradições da lógica desenvolvida com base na sociologia positivista que distanciou o homem da natureza. Provocamos sobre a possibilidade uma sociedade de não crescimento, que por si destitui a lógica da busca do crescimento econômico ilimitado como motor do desenvolvimento da sociedade. Seria o decrescimento proposto por Schumacher (1983) e Serge Latouche (2009) uma via possível no mundo atual ou apenas mais uma onda a idealizar romanticamente um mundo possível frente ao prognóstico sócio ambiental pessimista anunciado por MEADOWS <em>et al</em> (2007) desde 1972 no clube de Roma? </p> Luiz Gustavo Alves de Lara Samir Adamoglu de Oliveira ##submission.copyrightStatement## http://creativecommons.org/licenses/by/4.0 2018-07-24 2018-07-24 5 13 684 722 10.25113/farol.v5i13.4167 PESQUISA-AÇÃO EM PROL DA COOPERAÇÃO INTERORGANIZACIONAL: DEBATES, REPERCUSSÕES E PRÁTICAS https://revistas.face.ufmg.br/index.php/farol/article/view/3950 <p class="01-Texto">Inserida no contexto da pesquisa social de base empírica, a pesquisa-ação é um método de pesquisa participativa caracterizado pela estreita relação entre pesquisador e objeto de pesquisa, bem como por propor uma sinergia entre teoria e prática ao perseguir um duplo resultado: produção de conhecimento e engajamento com a transformação social.  O objetivo do artigo é discutir sobre uma estratégia metodológica de pesquisa-ação voltada para a cooperação interorganizacional com base na identidade territorial, debatendo seus desafios e suas repercussões para o desenvolvimento territorial. A proposta se apoia em uma experiência de pesquisa-ação com foco na cooperação interorganizacional, realizada no contexto de gestão de equipamentos culturais. Trata-se de uma contribuição de carácter teórico-metodológico voltada a pesquisadores, sobretudo àqueles preocupados com a dimensão profissional, social e prática do conhecimento.<strong></strong></p> Fabiana Pimentel Santos Eduardo Davel ##submission.copyrightStatement## http://creativecommons.org/licenses/by/4.0 2018-07-24 2018-07-24 5 13 723 791 10.25113/farol.v5i13.3950 QUANTAS ESTRELAS VOCÊ VALE? UMA ANÁLISE DA GAMIFICAÇÃO EM UM EPISÓDIO DA SÉRIE BLACK MIRROR https://revistas.face.ufmg.br/index.php/farol/article/view/4390 Esse artigo teve como objetivo analisar a relação entre a modernidade, sociedade de consumo e gamificação no episódio <em>Queda Livre</em> da série <em>Black Mirror</em>. A sociedade moderna é alimentada pela lógica do novo e do consumo. Nesse contexto, a utilização de games em ambientes organizacionais e educacionais surge como forma de engajar as pessoas, utilizando-se do aspecto lúdico. Entretanto, por meio da análise fílmica desse episódio foi possível refletir sobre a outra face da gamificação, a de dominação do sujeito, que se vê forçado a produzir dados incessantemente, transformando-se em um objeto, uma mercadoria.  Esse ciclo vicioso não possui fim, com a imposição da modernidade e da sociedade de consumo ditando as regras e os consumidores numa posição de passividade tentando acompanhar essa dinâmica, investindo em seu comportamento mensurável, ao comprar identidades e estilos de vida tentando alcançar uma felicidade ilusória baseada em quantas estrelas possui. Bruno de Almeida Matos Luana Jéssica Oliveira Carmo Lilian Bambirra de Assis ##submission.copyrightStatement## http://creativecommons.org/licenses/by/4.0 2018-07-24 2018-07-24 5 13 792 845 10.25113/farol.v5i13.4390 SERES DO SUBTERRÂNEO: OS INVISÍVEIS DO MUNDO MODERNO https://revistas.face.ufmg.br/index.php/farol/article/view/3915 <h1>Este ensaio faz parte de um conjunto de estudos que discute o uso de abordagens influenciadas pelo pensamento único, fundamentadas no paradigma funcionalista, como lentes para compreender práticas sociais atravessadas por múltiplas racionalidades. Neste ensaio partimos dessa preocupação e buscamos marcos teóricos não-ortodoxos em Estudos Organizacionais. Para tanto, mobilizaremos as abordagens teóricas propostas por Boaventura Santos e Paulo Freire com o objetivo de lançar luz às ausências sociais produzidas ativamente pela razão indolente no campo disciplinar dos Estudos Organizacionais. Com o seu formato ensaístico, o leitor não deve esperar conclusões sólidas, comprovações claras ou certezas tranquilizadoras. A partir daí se pode inferir que as abordagens aqui propostas nos ajudam nos atos de denúncia das ausências artificialmente produzidas, bem como nos atos anúncios de outras sociabilidades, abrindo espaço assim, para o reconhecimento do novo, do que está em construção, e do que ainda não é.</h1> Felipe Amaral Borges Ketlle Duarte Paes ##submission.copyrightStatement## http://creativecommons.org/licenses/by/4.0 2018-07-24 2018-07-24 5 13 846 907 10.25113/farol.v5i13.3915 QUANDO ESTUDANTES SE TORNAM ARTISTAS: PRODUÇÕES CULTURAIS COMO PRÁTICAS PEDAGÓGICAS NÃO HEGEMÔNICAS NOS ESTUDOS ORGANIZACIONAIS https://revistas.face.ufmg.br/index.php/farol/article/view/4696 <p>Este registro fotográfico retrata uma experiência concebida e vivenciada no contexto da disciplina “Espaço e tempo nas organizações” do Programa de Pós-Graduação em Administração da Universidade Federal do Espírito Santo (PPGAdm/UFES). Durante a disciplina, os estudantes foram provocados a, aproximando arte e ciência, elaborar, como trabalhos finais, produções artísticas que dialogassem com o conteúdo da disciplina. A exposição foi denominada pelos próprios estudantes como “Espaço e tempo não são simples sensações...”, organizada por eles em conjunto com a professora ministrante da disciplina, e aconteceu nas dependências da universidade em outubro de 2017. A experiência dialoga com o contexto atual, em que se veem censuras e ataques ao campo das artes brasileiras, de forma a aproximar a produção artística das práticas de produção acadêmica. Defende-se aqui, portanto, que a valorização de produções culturais no campo dos Estudos Organizacionais (EOs) pode ser considerada prática pedagógica não hegemônica e de resistência. </p> Mariana Luísa da Costa Lage Letícia Dias Fantinel ##submission.copyrightStatement## http://creativecommons.org/licenses/by/4.0 2018-07-24 2018-07-24 5 13 908 940 10.25113/farol.v5i13.4696