Racionalidade, incomensurabilidade e história: um diálogo entre as obras de Herbert Simon e Thomas Kuhn

João Luiz Pondé

Resumo


O artigo oferece uma discussão comparativa das concepções de racionalidade encontradas nas obras de Herbert Simon e Thomas Kuhn. Ambos os autores se contrapõem a concepções formais da racionalidade, que associam a escolha racional a algum algoritmo abstrato e universal, reduzindo o processo de decisão a um conjunto de operações lógicas. Como alternativa, Simon e Kuhn desenvolvem noções de racionalidade aplicáveis a situações decisórias mal estruturadas, no sentido de que os tomadores de decisão não conseguem inferir dedutivamente uma única linha de ação a partir dos parâmetros dos problemas decisórios. Deste modo, as escolhas racionais envolvem opções que são incomensuráveis, mas não incomparáveis. Embora existam diferenças entre suas abordagens, Simon e Kuhn assumem uma postura similar ao proporem conceitos de racionalidades nos quais (i) a racionalidade das crenças, escolhas e comportamentos está assentada em atividades e práticas sociais específicas, e (ii) essas atividades e práticas evoluem no tempo histórico.


Palavras-chave


racionalidade; incomensurabilidade; escolha racional; escolha teórica; racionalidade limitada.

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