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Aqui você se informa sobre as notícias do Núcleo de Estudos Organizacionais e Sociedade e de Farol – Revista de Estudos Organizacionais e Sociedade.

Reclassificação de Farol – Revista de Estudos Organizacionais e Sociedade no Qualis/CAPES

 

Prezadxs Colegas da Comunidade de Estudos Organizacionais,

 

Temos o prazer de informar que Farol - Revista de Estudos Organizacionais e Sociedade acaba de ser reclassificada no Qualis (Classificação de Periódicos 2015) nas seguintes áreas de avaliação:

 

- Administração Pública e de Empresas, Contabilidade e Turismo – B4

- Ciências Ambientais – B4

- Engenharias III – B5

- Geografia – B4

- Psicologia – B2

 

Estamos satisfeitos com a reclassificação, ao mesmo tempo em que nos voltamos ao contínuo aprimoramento do nosso periódico e à melhoria da sua avaliação, de forma que Farol - Revista de Estudos Organizacionais e Sociedade possa ser, cada vez mais, um veículo legitimado pela comunidade ibero-americana de Estudos Organizacionais.

 

Prof. Luiz Alex Silva Saraiva, Dr.
Editor-Chefe 
Farol – Revista de Estudos Organizacionais e Sociedade
 
Publicado: 2017-01-18
 

Chamada de Trabalhos - Dossiê temático "História, Memória, Cotidiano e Administração"

 

CHAMADA DE TRABALHOS

 

Dossiê Temático

 

História, Memória, Cotidiano e Administração

 

Editores Especiais

 

Alexandre de Pádua Carrieri, UFMG

Amon Barros, FGV/EAESP

Sergio Wanderley, UNIGRANRIO

Alessandra de Sá Mello da Costa, PUC-Rio)

 

 

 

O número especial tem por objetivo abrir espaço para discussões que contemplem a importância, as práticas, as contribuições e os desafios da aproximação entre história, memória, cotidiano e administração. A ideia é contribuir com o crescente esforço de pesquisadores que buscam em suas pesquisas superar o caráter ainda a-histórico da área, promovendo reflexões críticas e interdisciplinares a partir da utilização de diferentes epistemologias, metodologias e fontes documentais.

 

No Brasil, a utilização de métodos e procedimentos analíticos históricos por pesquisadores em Administração começa a se fortalecer nas últimas duas décadas (CURADO, 2001; PIERANTI, 2008; COSTA, BARROS e MARTINS, 2010). Isso não quer dizer que trabalhos com viés analítico-histórico não permeiem o campo, notadamente trabalhos de inspiração marxista ou foucaultiana. Exemplo dos primeiros são o trabalho de Gurgel e Justen (2015) e de Faria (2009), enquanto que do segundo cita-se Carrieri, Perdigão e Aguiar (2014) e Souza et al. (2006).

 

Por outro lado, aspectos que podem ser vistos sob o crivo histórico fazem parte das discussões do campo desde que ele se estabelece enquanto saber acadêmico. Por exemplo, disciplinas como a Teoria Geral de Administração (TGA) presentes em diversos cursos pelo país podem ser discutidas a partir da necessidade de se entender o aparecimento e desenvolvimento das diversas teorias que permeiam o (mainstream) do campo. Dessa forma, é possível também situar o conhecimento no tempo e no espaço, diminuído o risco da importação acrítica de narrativas, modelos e de modelos de narrativas que apenas reproduzem de forma acrítica uma visão (estadunidense) de como o campo se desenvolveu. Neste sentido, pode-se citar, por exemplo, os trabalhos de Curado (2001) e Barros et al. (2011) que discutem o desenvolvimento dos saberes administrativos a partir dos saberes práticos, Vizeu (2008) que discute a chegada do taylorismo no Brasil pelas mãos do Instituto de Organização Racional do Trabalho ou, mesmo, Zanetti e Vargas (2007) que problematizam a interpretação dada ao taylorismo e ao fordismo na sua chegada no país. É importante também a iniciativa da própria Farol de resgatar a história dos estudos organizacionais no Brasil a partir de depoimentos de atores partícipes do processo, como Freitas (2015), Mattos (2015) e Serva (2014).

 

Acredita-se, entretanto, que ainda predominam visões fetichizadas do desenvolvimento da área e dos conhecimentos que a constituem e que a história é tema pouco discutido e muitas vezes tratados de forma estática, no que Üsdikem e Kieser (2004) classificariam como abordagem suplementarista. Aliás, apesar de ter cumprido importante papel na legitimação das discussões no país, entende-se que é possível colocar em questão o chamado historic turn, interrogando em que medida este efetivamente contribuiu – em toda a sua potencialidade – para transformações nos estudos organizacionais (WANDERLEY, 2015).

 

Neste sentido, são bem vindos estudos que busquem analisar e problematizar como as fontes e os arquivos históricos podem contribuir para um melhor entendimento acerca dos fenômenos organizacionais e como a pesquisa histórica pode ser usada por pesquisadores para além de um engajamento entendido como superficial com o passado, com foco apenas em pesquisas longitudinais e uso de fontes históricas para testes e ilustrações de teorias, modelos e hipóteses originadas em contextos externos.

 

Também são bem vindos estudos que tratem das questões da história dos pequenos e médios negócios, do cotidiano, da memória e da prática. Interessa-nos trabalhar a história, a memória e o cotidiano do pequeno negociante/comerciante, o homem comum (MARTINS, 2008), com suas relações sociais estabelecidas, sua forma de organizar seus negócios, suas estratégias de sobrevivência. Interessa ainda tentar abarcar os usos e sentidos desses espaços – de negócio e/ou de família – e a rede de relações ali tecidas por aqueles que os vivem cotidianamente. Pensar esses espaços de negócios pela cidade a partir da compreensão dessas relações significa dizer que sua força e importância histórica e sociocultural residem nos sentidos que os habitantes da cidade conferem a esses espaços e nas relações particulares que com eles estabelecem. Com base em Benjamin (2006) e Bosi (2003; 2004), a ideia é desenvolver pesquisas sobre o cotidiano dos espaços de negócio, tanto nas cidades quanto no espaço rural.

 

Nesta mesma linha, busca-se nesta chamada estudos que abordem a investigação das instituições formais de ensino; que ampliem a pesquisa para além do eixo Rio-São Paulo; e que fomentem a interdisciplinaridade, por exemplo, com os campos de história da educação e história do pensamento econômico brasileiro. Assume-se aqui que a historiografia de algumas instituições formais de ensino foi ainda pouco explorada, notadamente aquelas fora do Rio de Janeiro e de São Paulo. Ao mesmo tempo, pode-se buscar inspiração nos ‘intérpretes do Brasil’ como Sergio Buarque de Holanda, Caio Prado Júnior, Celso Furtado, Guerreiro Ramos, Hélio Jaguaribe, Raymundo Faoro, entre outros.

 

Estabelecidos estes aspectos, convidamos autores para a submissão de trabalhos teóricos e empíricos que enfoquem, mas não necessariamente se limitem a:

 

  • Contribuições ontológicas, epistemológicas e/ou metodológicas da perspectiva histórica para a área de Administração.
  • Gestão ordinária, memória e o cotidiano do trabalho.
  • História dos (pequenos e médios) negócios.
  • História do Management no Brasil.
  • História do Ensino de Administração no Brasil.
  • História, Administração e Guerra Fria.
  • Fontes, Arquivos e Acervos históricos para construção de historiografias na Administração.
  • Projetos empresariais de constituição de Centros de Memória e Documentação Corporativos e Museus Corporativos.
  • Empresas, Governo e Violação dos Direitos Humanos em análises históricas.
  • Empresas, Governo e Ditadura Civil-Militar Brasileira.
  • História dos conceitos

 

Referências

 

BARROS, A.; CRUZ, R; XAVIER, W; CARRIERI, A; LIMA, G. Apropriação dos saberes administrativos: um olhar alternativo sobre o desenvolvimento da área. Revista de Administração Mackenzie, São Paulo, v. 12, n. 5, p. 43-67, set./out. 2011.

 

BENJAMIN, W. Passagens. Belo Horizonte, São Paulo: UFMG/Imprensa Oficial do Estado de São Paulo, 2006.

 

BOSI, E. Memória e sociedade: lembranças de velhos. São Paulo: Companhia das Letras, 2004.

 

BOSI, E. O tempo vivo da memória. São Paulo: Atelier, 2003.

 

CARRIERI, A. P.; PERDIGÃO, D. A.; AGUIAR, A. R. C. A gestão ordinária dos pequenos negócios: outro olhar sobre a gestão em estudos organizacionais. Revista de Administração, São Paulo, v. 49, n. 4, p. 698-713, out./dez. 2014.

 

COSTA, A.; BARROS, D.; MARTINS, P. E. Perspectiva histórica em administração: novos objetos, novos problemas, novas abordagens. Revista de Administração de Empresas, São Paulo, v. 50, n. 3, p. 288-299, jul./set. 2010.

 

CURADO, I. B. O desenvolvimento dos saberes administrativos em São Paulo. 2001. 191 f. Tese (Doutorado em Administração de Empresas) – Escola de Administração de Empresas de São Paulo, Fundação Getulio Vargas, São Paulo, 2001.

 

FARIA, J. H. Teoria crítica em estudos organizacionais no Brasil: o estado da arte. Cadernos EBAPE.BR, Rio de Janeiro, v. 7, n. 3, p. 509-515, set. 2009.

 

FREITAS, M. E. Meus encontros com os estudos organizacionais. Farol – Revista de Estudos Organizacionais e Sociedade, Belo Horizonte, v. 2, n. 3, p. 272-313, abr. 2015.

 

GURGEL, C.; JUSTEN, A. Teorias organizacionais e materialismo histórico. Organizações & Sociedade, Salvador, v. 22, n. 73, p. 199-222, abr./jun. 2015.

 

PIERANTI, O. A metodologia historiográfica na pesquisa em administração: uma discussão acerca de princípios e sua aplicabilidade no Brasil contemporâneo. Cadernos EBAPE.BR, Rio de Janeiro, v. 6, n. 1, p. 1-12, mar. 2008.

 

MARTINS, J. S. A sociabilidade do homem simples. São Paulo: Hucitec, 2008.

 

MATTOS, P. L. C. L. Por onde andei: administração, estudos organizacionais e algumas obsessões... Farol – Revista de Estudos Organizacionais e Sociedade, Belo Horizonte, v. 2, n. 4, p. 620-681, ago. 2015.

 

SERVA, M. A trajetória do núcleo de pesquisa em organizações, racionalidade e desenvolvimento. Farol – Revista de Estudos Organizacionais e Sociedade, Belo Horizonte, v. 1, n. 2, p. 589-608, dez. 2014.

 

SOUZA, E.; JUNQUILHO, G.; MACHADO, L.; BIANCO, M. A analítica de Foucault e suas implicações nos estudos, organizacionais sobre poder. Organizações e Sociedade, Salvador, v. 13, n. 36, p. 12-25, jan./mar. 2006.

 

ÜSDIKEN, B.; KIESER, A. Introduction: history in organization studies. Business History, Cambridge, v.46, n.3, p. 321-330, 2004.

 

VIZEU, F. Management no Brasil em perspectiva histórica: o projeto do IDORT nas décadas de 1930 e 1940. 2008. 254 f. Tese (Doutorado em Administração de Empresas) – Escola de Administração de Empresas de São Paulo, Fundação Getulio Vargas, São Paulo, 2008.

 

WANDERLEY, S. Desenvolviment(ism)o, descolonialidade e a geo-história da administração no Brasil: a atuação da CEPAL e do ISEB como instituições de ensino e pesquisa em nível de pós-graduação. 2015. 322 f. Tese (Doutorado em Administração de Empresas) – Escola de Administração de Empresas de São Paulo, Fundação Getulio Vargas, Rio de Janeiro, 2015.

 

ZANETTI, A; VARGAS, J. T. Taylorismo e fordismo na indústria paulista: o empresariado e os projetos de organização racional do trabalho, 1920 – 1940. São Paulo: Associação Editorial Humanista, 2007.

 

Modalidades de contribuição

 

Farol – Revista de Estudos Organizacionais e Sociedade publica contribuições na forma de Capas, Artigos, Ensaios, Debates, Provocações, Entrevistas, Depoimentos, Resenhas (de livros, filmes, exposições, performances artísticas), Registros fotográficos e Vídeos. Os idiomas aceitos são português, inglês e espanhol, desde que estejam de acordo com a política editorial e as diretrizes para os autores. Para ter acesso às orientações gerais, acesse: http://revistas.face.ufmg.br/index.php/farol/about/submissions#onlineSubmissions.

 

Submissão

 

Qualquer que seja a modalidade de contribuição (Capas, Artigos, Ensaios, Debates, Provocações, Entrevistas, Depoimentos, Resenhas, Registros fotográficos ou Vídeos), xs autorxs devem informar o editor, no item “Comentários para o editor”, que estão submetendo especificamente para o dossiê temático “História, Memória, Cotidiano e Administração”.

 


 

Prazo

 

As contribuições para o dossiê temático “História, Memória, Cotidiano e Administração” se encerram impreterivelmente no dia 16 de Novembro de 2016.

 

Informações adicionais

 

No caso de quaisquer dúvidas sobre este dossiê temático, os editores especiais devem ser contatados: Alexandre de Pádua Carrieri (alexandre@face.ufmg.br), Amon Barros (amon.barros@fgv.br), Sergio Wanderley (sergiow.gaz@terra.com.br) ou Alessandra de Sá Mello da Costa (alessandra.costa@iag.puc-rio.br). No caso de dúvidas sobre o periódico em si, o contato deve ser feito com a secretaria editorial (farol@face.ufmg.br).

 

 

Prof. Luiz Alex Silva Saraiva, Dr.
Editor-chefe
Farol - Revista de Estudos Organizacionais e Sociedade

 

 
Publicado: 2016-07-11
 

Chamada de Trabalhos - Dossiê temático "Administração Política: Ensino, Pesquisa e Prática"

 

Dossiê temático

ADMINISTRAÇÃO POLÍTICA: ENSINO, PESQUISA E PRÁTICA

 

Editorxs Especiais

Reginaldo Souza Santos (UFBA)

Elizabeth Matos Ribeiro (UFBA)

Elinaldo Leal Santos (UESB)

Fábio Guedes Gomes (UFAL)

 

 

Na contramão da percepção tradicional e tecnicista dos fenômenos administrativos e organizacionais, surge no Brasil, nos anos 1990, uma linha de pensamento crítico denominada Administração Política, com fim específico de compreender a gestão das relações sociais de produção, circulação, distribuição e consumo da sociedade contemporânea. 

 

A Administração Política, na condição de subcampo da Administração, tem por finalidade científica e profissional contribuir para que os administradores políticos e profissionais possam se capacitar para observar, descrever, explicar, evidenciar, criticar, normatizar e propor soluções administrativas e organizacionais  (no campo da gestão e da gerência) que contribuam, de forma efetiva, para articular as duas dimensões indissociáveis que envolvem o ato e fato administrativo e/ou  as práticas e saberes administrativos e organizacionais, através da  integração entre o Pensar e o Agir; entre a dimensão política da gestão e a dimensão técnica da gerência.

 

Com esse propósito, a Administração Política busca aprofundar as pesquisas e os debates que têm se desenvolvidos nas últimas décadas sobre as contradições epistemológicas, metodológicas e praxiológicas, conforme apontadas pelas diversas correntes que integram o amplo campo de estudos da Administração (Estudos Ortodoxos, Estudos Organizacionais e Estudos Críticos).  Em linhas gerais, a Administração Política objetiva contribuir para articular relevantes estudos, desde a formação das sociedades antigas, especialmente as contribuições legadas pelas civilizações grega clássica, romana e medieval, passando pela moderna, até a compreensão das funções políticas, sociais e técnicas da administração contemporânea.  

 

Ao assumir que os fenômenos administrativos são ‘fatos sociais’ factíveis de serem investigados cientificamente, os pesquisadores da área de estudos em Administração Política assumem a gestão e não as organizações como objeto científico próprio das ciências administrativas. Ao assumir a gestão como objeto do conhecimento, os estudiosos da Administração Política consideram a dimensão sociopolítica e cultural como fatores determinantes da concepção dos ‘atos e fatos administrativos’ e, portanto, orientadores das práticas administrativas (do fazer administrativo). Ao assumir a gestão e não as organizações como objeto científico, os administradores políticos defendem que o objeto de estudo e de práticas se amplia para além das organizações privadas e públicas, avançando, pois, para compreender o papel e funções estratégicas da Sociedade e do Estado. O que implica pressupor que para se compreender a total e complexa capacidade de Administração Política de uma dada sociedade e Estado, é fundamental integrar nesta análise como se articulam o Estado, as Corporações e a Sociedade.

 

A partir dessa análise contextualizada, a Administração Política faz a crítica a limitação dada pelos estudos ortodoxos da administração fundados essencialmente nos princípios e critérios técnico-instrumentais, desconsiderando, portanto, o ‘papel social e político’ que os fenômenos administrativos e os administradores têm na concepção de um dado padrão de “gestão das relações sociais de produção, circulação e distribuição”, que envolve tanto a dimensão da gestão (dimensão do pensar), como também a dimensão da gerência (dimensão da práxis). Em síntese, a Administração como subcampo das Ciências Sociais Aplicadas esta desafiada a desenvolver competências cientificas e técnicas para garantir a materialidade humana e social, assim como a Economia. 

 

Ao priorizar a perspectiva crítica dos estudos da administração, cabe destacar que este campo exige dos pesquisadores um elevado grau de generalidade e abstração, visto que integra como objetos de estudos tantos fenômenos subjetivos, que conformam a dimensão da gestão, como fenômenos objetivos, que conformam a dimensão da gerência (dimensão técnico/instrumental). Os primeiros fenômenos, vinculados ao campo da gestão, demandam, portanto, maior investimento no desenho de bases metodológicas mais qualitativas para responder às seguintes questões de partida: Como se organiza ou deve-se organizar o sistema produtivo (as relações sociais de produção, circulação e distribuição) de uma dada sociedade? Como os agentes econômicos se posicionam e agem dentro desse sistema? Qual a melhor forma para distribuir a riqueza produzida socialmente nesse sistema socioeconômico? Qual o discurso ideológico que justifica a concentração de riqueza gerada por essa sociedade? Se a administração política busca identificar e discutir as correlações de forças ideológicas, teóricas e práticas que integram um dado padrão de gestão, de modo a contribuir desvendar, evidenciar, criticar, normatizar e propor ações administrativas, cabe perguntar então: qual o papel científico, político e técnico que cabe à esta ciência? 

 

Para tanto, temos a satisfação de convidar a comunidade científica a submetar contribuições para este dossiê temático de Farol – Revista de Estudos Organizacionais e Sociedade.  Considerando a sugestão da temáticaAdministração Política: ensino, pesquisa e práticao objetivo dessa chamada é abrir espaço para que os pesquisadores críticos da área de administração difundam formas alternativas de conceber a gestão das relações sociais de produção, circulação,distribuição e consumo da sociedade contemporânea, em geral, e a brasileira, em especial. Com esse  propósito apresentamos a seguir os seis eixos temáticos que irão orientar a submissão dos trabalhos.

 

Eixos Temáticos

 

  1. Administração Política do Capitalismo Contemporâneo -  objetiva estimular a abordagem crítica dos modelos teóricos, metodológicos e praxiológicos do capitalismo contemporâneo (Gerencialismo, Regulacionismo, Institucionalismo), evidenciando as implicações para os indivíduos, organizações e sociedade;
  2. Administração Política Keynesiana – estimula a produção de textos que possibilitem uma (re)interpretação do padrão de gestão proposto por Keynes ou críticas à leitura equivocada do pensamento do autor pelos chamados neokeynesianos, ressaltando as implicações desse padrão de administração política nas relações sociais de produção , distribuição e consumo, enfatizando as relações entre Estado, Mercado e Sociedade;
  3. Administração Política Marxista – objetiva estimular a produção e publicação de estudos que possam estabelecer um diálogo profícuo entre a teoria da administração política e as bases teórico-metodológicas que conformam os estudos marxistas, de modo a atualizar o pensamento marxiano para analisar ou orientar as transformações das relações sociais contemporâneas; 
  4. Administração Política do Desenvolvimento – objetiva abrir espaço para a apresentação de estudos voltados para a análise dos modelos de gestão do desenvolvimento de correntes teóricas diversas como o estruturalismo, o pós-estruturalismo, o multiculturalismo e o pós-colonialismo (Desenvolvimentismo Cepalino, Neoliberalismo, Novo-Desenvolvimentismo, Pós-Desenvolvimentismo, etc.), de modo a  evidenciar  as implicações dos modelos no cotidiano dos  indivíduos, das organizações e da sociedade, bem como estudos dirigidos à análise e/ou avaliação dos efeitos da Administração Política Brasileira sobre a distribuição da riqueza e da renda social;
  5. Ensino e Pesquisa em Administração Política – objetiva estimular a produção e publicação de estudos acadêmicos em Teoria e Metodologia em Administração Política; assim como estimula-se a produção de artigos que analisem experiências de ensino e formação profissional, com base na teoria da Administração Política, de modo a destacar a importância da formação crítica que ressalte o papel social e político do administrador no exercício na sua função profissional e social;
  6. Metodologias de Avaliação de Políticas Públicas à Luz da Administração Política - objetiva a produção e difusão de metodologias e instrumentos de avaliação em políticas públicas com base na teoria da administração política. Esse espaço dedica-se, pois, à publicação de estudos conjunturais em administração com ênfase na utilização das bases teóricas e metodológicas da administração política, buscando estimular, pois, o desenho de pesquisas avaliativas qualitativas que integrem as dimensões da gestão e da gerência como fenômenos administrativos integrados e indissociáveis de um mesmo processo social e técnico. 

 

Com base nesses temas, serão considerados estudos integrados à Teoria da Administração Política os textos que enfatizem análises e discussões críticas e reflexivas sobre os fenômenos administrativos; trabalhos que rompam o foco predominante estimulado pelo mainstream, baseado nos princípios funcionalistas clássicos da administração, com ênfase nos aspectos instrumentais ou superficiais do pensar e fazer administrativo. A pretensão dos editores especiais do dossiê temático  é, portanto, possibilitar aos pesquisadores das ciências sociais aplicadas, de maneira geral com especial ênfase para o campo da  administração e da gestão (em suas diversas manifestações), assim também para os estudiosos das ciências sociais, das ciências humanas e de outras áreas do conhecimento que assumam a análise crítica sobre a realidade sócio histórica dos diversos modos de organização e administração das relações sociais como interesse.

 

Modalidades de contribuição

 

Farol – Revista de Estudos Organizacionais e Sociedade publica contribuições na forma de Capas, Artigos, Ensaios, Debates, Provocações, Entrevistas, Depoimentos, Resenhas (de livros, filmes, exposições, performances artísticas), Registros fotográficos e Vídeos. Os idiomas aceitos são português, inglês e espanhol, desde que estejam de acordo com a política editorial e as diretrizes para os autores. Para ter acesso às orientações gerais, acesse:http://revistas.face.ufmg.br/index.php/farol/about/submissions#onlineSubmissions.

 

Submissão

 

Qualquer que seja a modalidade de contribuição (Capas, Artigos, Ensaios, Debates, Provocações, Entrevistas, Depoimentos, Resenhas, Registros fotográficos ou Vídeos), xs autorxs devem informar o editor, no item “Comentários para o editor”, que estão submetendo especificamente para o dossiê temático “Administração Política: Ensino, Pesquisa e Prática”.

 

Prazo

 

As contribuições para o dossiê temático “Administração Política: Ensino, Pesquisa e Práticase encerram impreterivelmente no dia 14 de fevereiro de 2017.

 

Informações adicionais

 

No caso de quaisquer dúvidas sobre este número especial, os editores especiais devem ser contactados: Reginaldo Souza Santos (rsouza@ufba.br), Elizabeth Matos Ribeiro (ematos@ufba.br), Elinaldo Leal Santos (elinaldouesb@gmail.com) ou Fábio Guedes Gomes (fbgg30@yahoo.com.br). No caso de dúvidas sobre o periódico em si, o contato deve ser feito com a secretaria de farol (farol@face.ufmg.br).

 

Prof. Luiz Alex Silva Saraiva, Dr.
Editor-chefe
Farol - Revista de Estudos Organizacionais e Sociedade

 
Publicado: 2016-06-29
 

DOSSIÊS TEMÁTICOS SELECIONADOS (2017)

 

Prezados Colegas da Comunidade de Estudos Organizacionais,

 

A editoria de Farol – Revista de Estudos Organizacionais e Sociedade com satisfação comunica que, em face do grande número de submissões qualificadas à “Chamada Pública de Dossiês Temáticos (2017)” selecionou cinco propostas que atenderam, de forma excepcional, aos critérios de avaliação divulgados quanto à pluralidade, crítica, reflexividade e inovação. Os dossiês temáticos selecionados foram:

ADMINISTRAÇÃO POLÍTICA: ENSINO, PESQUISA E PRÁTICA
Editorxs especiais: Rginaldo Souza Santos (UFBA), Elizabeth Matos Ribeiro (UFBA), Elinaldo Leal Santos (UESB) e Fábio Guedes Gomes (UFAL)
Data-limite para o encaminhamento de trabalhos: 14 de Fevereiro de 2017

METAMORFOSES DO MUNDO DO TRABALHO: DO CONTROLE AO CONSENTIMENTO OPERÁRIO
Editorxs especiais: Cleide Fátima Moretto (UPF), Jandir Pauli (IMED) e Vânia Gisele Bessi (FEEVALE)
Data-limite para o encaminhamento de trabalhos: 03 de Abril de 2017

“DA LAMA AO CAOS”: REFLEXÕES SOBRE A CRISE AMBIENTAL E AS RELAÇÕES ESTADO-EMPRESA-SOCIEDADE
Editorxs especiais: Yuna Fontoura (FGV/EBAPE), Armindo dos Santos de Sousa Teodósio (PUC Minas), Flávia Naves (UFLA) e Marcus Vinicius Peinado Gomes (University of Exeter Business School)
Data-limite para o encaminhamento de trabalhos: 17 de Maio de 2017

ORGANIZAÇÕES ALTERNATIVAS E CONTRA HEGEMÔNICAS
Editores especiais: Fábio Meira (UFRGS), Rene Eugenio Seifert (UTFPR), Antonio João Hocayen-da-Silva (UNICENTRO) e Pedro de Almeida Costa (UFRGS)
Data-limite para o encaminhamento de trabalhos: 19 de Junho de 2017

CINEMA: TRABALHO, ORGANIZAÇÕES E SOCIEDADE
Editorxs especiais: Andrea Poleto Oltramari (UFRGS), Deise Luiza da Silva Ferraz (UFMG), Eduardo Wannmacher (PUC RS) e Fernanda Tarabal (UFRGS)
Data-limite para o encaminhamento de trabalhos: 07 de Agosto de 2017

 

Estes dossiês contarão chamadas de trabalho específicas, bem como avaliadores e procedimentos próprios, cabendo às editorias especiais a promoção, o gerenciamento e a viabilização da publicação do seu número especial.

 

Agradecemos à comunidade pelo grande interesse demonstrado pela chamada de números temáticos e desejamos boa sorte aos editores dos números especiais.

Atenciosamente,

Prof. Luiz Alex Silva Saraiva
Editor-chefe
 
Publicado: 2016-06-29
 

CHAMADA PÚBLICA DE PROPOSTAS DE DOSSIÊS TEMÁTICOS (2017)

 
Farol – Revista de Estudos Organizacionais e Sociedade é o periódico científico do Núcleo de Estudos Organizacionais e Sociedade da Faculdade de Ciências Econômicas da Universidade Federal de Minas Gerais (NEOS/FACE/UFMG) que busca fomentar, propagar e contribuir para os Estudos Organizacionais em uma ótica não-funcionalista. Nesse sentido, constitui um espaço interdisciplinar, aberto para que se possa discutir e propor temáticas, abordagens críticas e inovadoras e objetos não ortodoxos nos estudos organizacionais. A ideia é que, a partir de uma perspectiva plural dos pontos de vista ontológico, epistemológico, teórico e metodológico, e não pautada pelo gerencialismo, seja possível propor, discutir, criticar e teorizar para a compreensão da complexa dinâmica da sociedade e suas interfaces com as organizações.

 

Nesta mensagem fazemos a terceira chamada pública de propostas de dossiês temáticos, com o intuito de abrigar propostas da comunidade não-funcionalista de Estudos Organizacionais, para o que convidamos todxs xs interessadxs, de acordo com os seguintes parâmetros:

 

- a temática do dossiê temático especial deve obrigatoriamente versar sobre uma perspectiva plural e não pautada pelo gerencialismo, sendo particularmente bem-vindas abordagens críticas, reflexivas e inovadoras e sobre objetos não ortodoxos nos Estudos Organizacionais;

- deve haver pelo menos três e não mais do que quatro editorxs especiais, necessariamente vinculadxs a instituições diferentes;

- cada editorx especial pode estar vinculadx a, no máximo, uma proposta de dossiê temático;

- a proposta deve conter cerca de 3.000 palavras, apresentando teoricamente a temática, seu desenvolvimento, suas possibilidades no campo dos estudos organizacionais e potencial de publicação de um dossiê temático, bem como os nomes propostos dxs editorxs especiais e instituições de vinculação de cada um delxs.

 

Prazo

 

As propostas deverão ser encaminhadas impreterivelmente até 31 de maio de 2016 (terça-feira).

 

Julgamento

 

As propostas serão julgadas considerando a qualidade editorial no que tange à pluralidade, crítica, reflexividade e inovação, bem como quanto ao potencial de publicação em um dossiê temático.

 

Resultados

 

Os resultados dos dossiês temáticos aprovados serão divulgados até o dia 30 de junho de 2016 (quinta-feira).

 

Prazo de publicação

 

Este edital prevê, em princípio a aprovação de um dossiê temático, a ser publicado em 2017. A depender da qualidade das propostas, pode haver mais de um dossiê temático selecionado, a critério da editoria de Farol – Revista de Estudos Organizacionais e Sociedade.

 

Informações adicionais

 

- Todo processo editorial dos dossiês temáticos aprovados será operacionalizado por meio do Open Journal Systems, a cujo acesso xs editorxs especiais terão quando forem credenciadxs pela editoria de Farol – Revista de Estudos Organizacionais e Sociedade. Nesta ocasião, receberão instruções específicas a respeito de como proceder.

- Xs editorxs especiais ficarão encarregados de apresentar uma lista de pareceristas ad hoc com o título de doutorado. Estxs pareceristas atuarão especificamente na avaliação de contribuições para o dossiê temático proposto. Posteriormente, se também for desejo dxs avaliadorxs, elxs serão incorporados ao corpo de pareceristas regulares ad hoc de Farol – Revista de Estudos Organizacionais e Sociedade.

- Informações adicionais podem ser obtidas diretamente com a secretaria da revista: farol @face.ufmg.br.

 

 

Atenciosamente,

 

Prof. Luiz Alex Silva Saraiva, Dr.
Editor-chefe
Farol – Revista de Estudos Organizacionais e Sociedade
ISSN 2358-6311                                                                                                                                                                       

 
Publicado: 2016-03-27
 

Farol incluída no Qualis

 

Prezadxs Colegas da Comunidade de Estudos Organizacionais,

 

Temos o prazer de informar que Farol - Revista de Estudos Organizacionais e Sociedade acaba de ser incluída no Qualis, com as seguintes classificações:

 

- Administração, Contabilidade e Turismo - B5

- Direito - B3

- Enfermagem - B4

 

Estamos satisfeitos com a inclusão, ao mesmo tempo em que nos voltamos ao contínuo aprimoramento do nosso periódico e à melhoria da sua avaliação, de forma que Farol - Revista de Estudos Organizacionais e Sociedade possa ser, cada vez mais, um veículo legitimado pela comunidade ibero-americana de Estudos Organizacionais.

 

Prof. Luiz Alex Silva Saraiva
Editor-Chefe 
Farol – Revista de Estudos Organizacionais e Sociedade 

 
Publicado: 2016-03-01
 

Dossiê selecionado (2016)

 

Prezados Colegas da Comunidade de Estudos Organizacionais,

 

A editoria de Farol – Revista de Estudos Organizacionais e Sociedade comunica a proposta selecionada para o o Dossiê de dezembro de 2016. De acordo com a qualidade editorial, e considerando os critérios de avaliação divulgados quanto à pluralidade, crítica, reflexividade e inovação dos números especiais, será tema de um dossiê a proposta:

 

História, Memória, Cotidiano e Administração

 

Editores Especiais Convidados

 

Alexandre de Pádua Carrieri (UFMG)

Amon Barros (FGV/EAESP)

Sergio Wanderley (FGV/EBAPE)

Alessandra de Sá Mello da Costa (IAG/PUC Rio)

 

Informamos ainda que este dossiê contará com uma chamada de trabalhos específica, bem como avaliadores e procedimentos próprios, cabendo aos editores especiais a promoção, gerenciamento e viabilização da publicação do seu número especial.

Agradecemos ao interesse demonstrado pela chamada de números temáticos e desejamos boa sorte aos editores dos números especiais.

Atenciosamente,

Prof. Luiz Alex Silva Saraiva
Editor-chefe
Farol – Revista de Estudos Organizacionais e Sociedade

 
Publicado: 2015-11-10
 

CHAMADA DE TRABALHOS

 

Diálogos sobre o Trabalho Humano: Perspectivas Clínicas de Intervenção e Pesquisa

Número especial a ser publicado em Dezembro/2015

 

Editores Especiais

Ludmila de Vasconcelos Machado Guimarães, CEFET-MG

Fernanda Tarabal Lopes, UFRGS

Admardo Bonifácio Gomes Júnior, UEMG

 

O posicionamento Clínico pode ser tomado como uma démarche (maneira de caminhar) que busca compreender o que faz a singularidade radical de uma situação, problema, ou mal-estar, de grupos ou pessoa. Uma Clínica do Trabalho dirige sua atenção para dimensões, às vezes pouco visíveis, do trabalho humano. São muitas e diferenciadas as possibilidades de pesquisa e intervenção sob as orientações das abordagens que se reconhecem como “Clínicas do Trabalho”. Nossa intenção neste dossiê é de expor e colocar em debate quatro destas abordagens: a Clínica da Atividade (Yves Clot), a Psicodinâmica do Trabalho (Christophe Dejours), a Ergologia (Yves Schwartz) e a Psicanálise em Extensão. Queremos perseguir questões de como se encaminham, em cada abordagem, as pesquisas e investigações: Com que métodos? Munidos de quais conceitos e construtos teóricos? Na expectativa de que tipo de resultados?

As possibilidades de compreensão do trabalho por meio das abordagens clínicas têm sido cada vez mais procuradas por estudiosos no campo dos Estudos Organizacionais, e mostra-se um caminho profícuo e aprofundado para se tratar as mais diversas possibilidades de relações estabelecidas do homem, com e no, trabalho. Assim, intentamos, com essa proposta, propiciar aos estudiosos de Estudos Organizacionais, que já se orientam nessas vertentes, um espaço para o debate e a reflexão, e para os leitores em geral, a possibilidade de conhecer e se aventurar nessa área de investigação.

Em seguida, apresentamos as perspectivas teóricas contempladas:

 A Démarche Ergológica

Buscaremos apresentar com essa perspectiva e colocar em debate alguns constructos da ergologia. Queremos trazer as contribuições desta abordagem clínica do trabalho humano focando na noção de gestão, que nesta perspectiva é tomada como um problema propriamente humano. Como nos afirma Schwartz “Toda gestão supõe escolhas, arbitragens, uma hierarquização de atos e de objetivos, portanto, de valores em nome dos quais essas decisões se elaboram”. O trabalho e sua gestão sempre põe em cena as dramáticas dos “usos de si”, ou seja, os usos de si por si e pelos outros. Usos que cada trabalhador faz de si para atender às exigências que lhe são próprias, oriundas de suas normas e valores pessoais, assim como as exigências que emanam do meio de normas e valores em que se encontra. Trabalhar é fazer uso de si, que é sempre um debate entre as normas e valores do meio e do indivíduo. Trabalhar nunca se restringe ao cumprimento das normas, pois há sempre renormalizações, mesmo que infinitesimais, que o sujeito realiza sobre as normas do meio como uma exigência vital. Toda gestão é assim um confronto de gestões sempre singulares.

A Clínica da Atividade

Nosso intuito é apresentar e trazer à discussão as contribuições da “Clínica da Atividade” desenvolvida por Yves Clot. Nela partimos de uma noção de trabalho como atividade para lançar luz não só sobre aquilo que se faz, mas também sobre o que não se faz e sobre o que se desejaria fazer ou ter feito. Interessa a esta clínica não só o que é realizado, pois o “real do trabalho” inclui mais do que apenas esta dimensão. A atividade realizada se difere do real do trabalho já que este inclui as atividades contrariadas, impossíveis, etc. O que a clínica da atividade visa é: dar destinos às atividades não realizadas. Nela a questão da observação é tomada no cerne de sua dicotomia com a questão da escuta, foco constante de controvérsia científica. Ou seja, o que privilegiar? O que se vê do trabalho ou o que se ouve das verbalizações do que se vê? Para a “Clínica da atividade” a pessoa observada está conversando consigo mesma, na medida em que, sabendo-se observada ela se pergunta o que mostrar e o que não mostrar e o que dizer e o que não dizer daquilo que mostra ou não. É neste campo de tensão entre o que pode e/ou não ser exposto, visto e verbalizado é que se debruçam os pesquisadores. Neste jogo o objetivo é o de submeter o entrevistado/observado a uma intensa verbalização sobre seu trabalho como forma de transformá-lo ao compreendê-lo.

A Psicodinâmica do Trabalho

Nosso objetivo é trazer ao debate a contribuição clínica da “Psicodinâmica do Trabalho” desenvolvida por Christophe Dejours. Nela as investigações se dirigem ao campo das relações entre subjetividade e trabalho. Baseada em algumas noções psicanalíticas suas questões são endereçadas não só ao sofrimento psíquico apresentado com o trabalho, mas sobretudo à enigmática saúde no trabalho. Sabemos que no trabalho, o indivíduo põe em cena um sofrimento que lhe é próprio, lançando mão de estratégias individuais e coletivas para atribuir sentido a atividade que realiza. O sofrimento no trabalho é, nesse contexto, uma variável (ou, um elemento) frente à qual os indivíduos apresentam saídas criativas ou patogênicas, para a produção e/ou para a própria saúde. Seu método de investigação inclui uma análise de todo o “Contexto de trabalho” entendido como a soma das condições de trabalho, das relações socioprofissionais e da organização do trabalho. As observações dos trabalhadores em atividade, as entrevistas em profundidade, assim com as conversas com os coletivos de trabalhadores são importantes métodos de pesquisa e intervenção marcando com veemência a importância tanto da observação quanto da escuta.

A Psicanálise em Extensão no Trabalho 

Partindo do problema da relação entre trabalho e saúde mental são várias as possibilidades de contribuição da Psicanálise no campo do trabalho humano, por exemplo, na investigação diagnóstica dos sintomas, na intervenção clínica, assim como na orientação sobre os modos de gerir o trabalho. Pensar nos sintomas com o trabalho tem a potência de dar visibilidade ao modo singular de funcionamento de cada sujeito nas dimensões de sentido e referência que o sintoma comporta frente às proposições do meio de trabalho. Se o sintoma é o que enlaça os registros real, simbólico e imaginário, nossa argumentação é que a queixa sintomática que o sujeito apresenta em sua relação com o trabalho traz o fio de onde podemos partir para tecer a trama das dimensões simbólica e imaginária que comportam o sentido atribuído ao sintoma. Não deixamos de nos ater, também, à dimensão real de gozo que o sintoma comporta e que é sua referência. Em uma leitura do sintoma como uso de si, ao mesmo tempo psicanalítica e ergológica, buscamos reconhecer tanto a determinação social dos sintomas (o uso de si pelos outros) quanto uma estratégia de ação sobre essa mesma determinação (no uso de si por si, sempre presente). Trata-se de uma aposta no sujeito, na singularidade de seu uso do sintoma como forma de fazê-lo emergir ativamente sobre a força das determinações sociais que o sobrepujariam.

Modalidades de contribuição

Farol – Revista de Estudos Organizacionais e Sociedade publica contribuições na forma de Capas, Artigos, Ensaios, Debates, Provocações, Entrevistas, Depoimentos, Resenhas (de livros, filmes, exposições, performances artísticas), Registros fotográficos e Vídeos. Os idiomas aceitos são português, inglês e espanhol, desde que estejam de acordo com a política editorial e as diretrizes para os autores. Para ter acesso às orientações gerais, acesse: http://revistas.face.ufmg.br/index.php/farol/about/submissions#onlineSubmissions.

Submissão

Qualquer que seja a modalidade de contribuição dos autores (Capas, Artigos, Ensaios, Debates, Provocações, Entrevistas, Depoimentos, Resenhas, Registros fotográficos ou Vídeos), devem informar o editor no item “Comentários para o editor” que estão submetendo especificamente para o número especial “Diálogos sobre o Trabalho Humano: perspectivas Clínicas de Intervenção e Pesquisa”.

Prazo

As contribuições para o número especial “Diálogos sobre o Trabalho Humano: perspectivas Clínicas de Intervenção e Pesquisa” se encerram impreterivelmente no dia 15 de novembro de 2015.

Informações adicionais

No caso de quaisquer dúvidas sobre este número especial, os editores especiais devem ser contactados: Ludmila de Vasconcelos Machado Guimarães (vmguimaraes@hotmail.com), Fernanda Tarabal Lopes (fernandatarabal@hotmail.com), ou Admardo Bonifácio Gomes Júnior (admardo.junior@uol.com.br). No caso de dúvidas sobre o periódico em si, o contato deve ser feito com a secretaria de farol (farol@face.ufmg.br).

 

Prof. Luiz Alex Silva Saraiva, Dr.
Editor-chefe
Farol - Revista de Estudos Organizacionais e Sociedade

 
Publicado: 2015-10-01
 

Segunda Chamada Pública de Números Especiais (2016)

 

Prezadxs,

Como é de seu conhecimento, Farol – Revista de Estudos Organizacionais e Sociedade é o periódico científico do Núcleo de Estudos Organizacionais e Sociedade da Faculdade de Ciências Econômicas da Universidade Federal de Minas Gerais (NEOS/FACE/UFMG) que busca fomentar, propagar e contribuir para os estudos organizacionais em uma ótica não-funcionalista. Nesse sentido, constitui um espaço interdisciplinar, aberto para que se possa discutir e propor temáticas, abordagens críticas e inovadoras e objetos não ortodoxos nos estudos organizacionais. A ideia é que, a partir de uma perspectiva plural dos pontos de vista ontológico, epistemológico, teórico e metodológico, e não pautada pelo gerencialismo, seja possível propor, discutir, criticar e teorizar para a compreensão da complexa dinâmica da sociedade e suas interfaces com as organizações.

Fazemos, nesta mensagem, a segunda chamada pública de números temáticos, com o intuito de abrigar propostas da comunidade não-funcionalista de estudos organizacionais, para o que convidamos todos os interessados, de acordo com os seguintes parâmetros:

 

  • a temática do número especial deve obrigatoriamente versar sobre uma perspectiva plural e não pautada pelo gerencialismo, sendo particularmente bem-vindas abordagens críticas, reflexivas e inovadoras e sobre objetos não ortodoxos nos estudos organizacionais;
  • deve haver pelo menos três e não mais do que quatro editores especiais, necessariamente vinculados a instituições diferentes;
  • cada editor especial pode estar vinculado a, no máximo, uma proposta de número especial;
  • a proposta deve conter cerca de 3.000 palavras, apresentando teoricamente a temática, seu desenvolvimento, suas possibilidades no campo dos estudos organizacionais e potencial de publicação de um número especial, bem como os nomes propostos dos editores especiais e instituições de vinculação de cada um deles.

Prazo

As propostas deverão ser encaminhadas impreterivelmente até 10 de outubro de 2015.

Julgamento

As propostas serão julgadas considerando a qualidade editorial no que tange à pluralidade, crítica, reflexividade e inovação, bem como quanto o potencial de publicação em um número especial.

Resultados

Os resultados dos números especiais aprovados serão divulgados até o dia 30 de outubro de 2015.

Prazo de publicação

Este edital prevê a aprovação de um número especial, a ser publicado em 2016.

Informações adicionais

  • Todo processo editorial dos números especiais aprovados será operacionalizado por meio do Open Journal Systems, a cujo acesso os editores especiais terão quando forem credenciados pela editoria de Farol – Revista de Estudos Organizacionais e Sociedade. Nesta ocasião, receberão instruções específicas da editoria a respeito de como proceder.
  • Os editores especiais ficarão encarregados de apresentar uma lista de pareceristas ad hoccom o título de doutor. Estes nomes devem ser especificamente associados ao número especial proposto. Posteriormente, se também for desejo dos avaliadores, eles serão incorporados ao corpo de pareceristas ad hoc de Farol – Revista de Estudos Organizacionais e Sociedade.
  • Informações adicionais podem ser obtidas diretamente com a secretaria da revista: farol @face.ufmg.br.

 

Atenciosamente,

 

Prof. Luiz Alex Silva Saraiva, Dr.
Editor-chefe

Farol – Revista de Estudos Organizacionais e Sociedade
ISSN 2358-6311

 
Publicado: 2015-09-10
 

Cancelamento de número especial "O organizar na América Latina"

 

Informamos o cancelamento do número especial O organizar na América Latina, conforme solicitado pelos editores especiais e acordado com a editoria de Farol – Revista de Estudos Organizacionais e Sociedade.

Entramos em contato com os editores especiais do número especial agendado para 2016 e, em função de sua organização e cooperação, conseguimos adiantar os trabalhos, de maneira que o último número de 2015 contará com o número especial sobre Diálogos sobre o Trabalho Humano: perspectivas Clínicas de Intervenção e Pesquisa. Em breve, assim, lançaremos um novo edital para o número especial de 2016.

 
Publicado: 2015-08-05
 

Números Especiais Selecionados

 
Prezados Colegas da Comunidade de Estudos Organizacionais,

A editoria de Farol – Revista de Estudos Organizacionais e Sociedade comunica as propostas selecionadas para os números especiais. De acordo com a qualidade editorial, e considerando os critérios de avaliação divulgados quanto à pluralidade, crítica, reflexividade e inovação dos números especiais, foram selecionadas duas propostas, que serão publicadas como números especiais em 2015 e em 2016. São elas:

1º lugar, a ser publicado em 2015
Organizar desde Abajo: Reflexões e Experiências Latino-Americanas 
Proponentes: Rafael Kruter Flores (UFRGS), Deise Luiza da Silva Ferraz (UFMG), Horacio Machado Aráoz (Universidad Nacional de Catamarca) e Guilherme Dornelas Camara (UFRGS)

2º lugar, a ser publicado em 2016
Diálogos sobre o Trabalho Humano: perspectivas Clínicas de Intervenção e Pesquisa
Proponentes: Yannick Garcia (Centre ABC, Languedoc Roussillon et PACA), Giselle Reis Brandão (PUC-MG), Fernanda Tarabal Lopes (CEFET-MG) e Admardo Bonifácio Gomes Júnior (UEMG)

Informamos ainda que cada um dos números especiais contará com uma chamada de trabalhos específica, bem como avaliadores e procedimentos próprios, cabendo aos editores especiais a promoção, gerenciamento e viabilização da publicação dos seus respectivos números especiais. Agradecemos ao interesse demonstrado pela chamada de números temáticos e desejamos boa sorte aos editores dos números especiais.

Atenciosamente,

Prof. Luiz Alex Silva Saraiva
Editor-chefe
Farol – Revista de Estudos Organizacionais e Sociedade
 
Publicado: 2014-12-28
 

Primeira Chamada Pública de Números Especiais (2015-2016)

 
Fazemos, nesta mensagem, a primeira chamada pública de números temáticos (2015-2016), com o intuito de abrigar propostas da comunidade não-funcionalista de estudos organizacionais, para o que convidamos todos os interessados.  
Publicado: 2014-11-04 Mais...
 

ISSN obtido!

 
Farol - Revista de Estudos Organizacionais e Sociedade agora tem ISSN: 2358-6311. Parabéns a toda a equipe!  
Publicado: 2014-09-18 Mais...
 

Farol no Portal SEER!

 
Temos o prazer de informar que Farol - Revista de Estudos Organizacionais e Sociedade agora faz parte do portal SEER!  
Publicado: 2014-07-17
 

Fluxo contínuo

 
Farol - Revista de Estudos Organizacionais recebe contribuições continuamente, sem interrupções.  
Publicado: 2014-07-14
 

Farol - Revista de Estudos Organizacionais e Sociedade

 

Atendendo à necessidade de mais espaços qualificados para o debate além do funcionalismo, a Farol - Revista de Estudos Organizacionais e Sociedade foi criada.

Este periódico, publicado pelo Núcleo de Estudos Organizacionais e Sociedade da Faculdade de Ciências Econômicas da Universidade Federal de Minas Gerais, busca fomentar, propagar e contribuir para os estudos organizacionais em uma ótica não-funcionalista. Nesse sentido, este periódico constitui um espaço interdisciplinar, aberto para que se possa discutir e propor temáticas, abordagens críticas e inovadoras e objetos não ortodoxos nos estudos organizacionais.

A ideia é que, a partir de uma perspectiva plural dos pontos de vista ontológico, epistemológico, teórico e metodológico, e não pautada pelo gerencialismo, seja possível propor, discutir, criticar e teorizar para a compreensão da complexa dinâmica da sociedade e suas interfaces com as organizações.

 

 
Publicado: 2014-07-14
 
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